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domingo, 15 de maio de 2011

A MAIS BELA IDADE

A MAIS BELA IDADE


Quando abrimos nossos olhos pela primeira vez, logo que nascemos, até as mais confusas imagens que nos chega irão fazer parte de nossa vida porque mesmo que nosso cérebro ainda não tenha a capacidade de interpretá-la, essas informações contidas nas imagens ficam armazenadas para uma análise posterior. O que depois passamos a chamar de experiência de vida. E no decorrer do tempo que é implacável, os anos serão contados pelos fios de cabelos que branqueiam e pelas rugas que se acumulam em nosso corpo: E isso significa vivência. Experiências que deve dar sabedoria para buscar a seriedade no viver. Pois bem sabemos que, mesmo que a vida tenha sido feliz nunca nos faltaram os movimentos de angustia e aborrecimento; já essa vida nem sempre será um mar de rosa. Só o fato de podermos admirar a maior criação de Deus o nosso planeta terra: A natureza já é por Ele abençoada, pois esta natureza funcionando com a harmonia em que sempre transcorre quando não sofre interferência do homem, já motivo mais que suficiente para sermos felizes, simplesmente por sabermos que Deus está presente em sua criação e que nos dá a graça de admirarmos a Ele nesta sua grande obra.
Existem idosos e idosos. Ser idoso na mais completa expressão da palavra significa estar ciente da trajetória que Deus nos destina quando através do Espírito Santo nos presenteia com nosso corpo para que façamos uso deste, preservando-o de todos os riscos para poder se chegar à idade em que finalmente temos algo de bom e ensinar ao nosso semelhante. Quando recebemos este corpo assumimos o compromisso de com Ele lutar para superar todos os obstáculos que certamente virão. E quando estes obstáculos nos corroem a alma, devemos sempre lembrar que nosso Pai nos deu com nosso corpo uma inteligência que devemos usar para vencer as dificuldades e poder armazenar experiências de vida, a qual podemos então passar para nossos entes queridos. Podemos assim dizer que somos idosos felizes e realizados com nossa vida e com a obrigação que assumimos perante a própria vida. Que sejamos instrumentos desse nosso Senhor Jesus Cristo e Deus Pai todo poderoso nessa busca pela felicidade de todos os idosos, pois sabemos que somente o amor cura todas as doenças do corpo e da alma.



Escritor:

Antonio Monteiro da Silva


ENTRE LAGRIMAS E SANGUE

Historia real

Batendo o martelo nas coxas, já calejados pelos anos, Valdemar com aparência jovem apesar dos seus 50 anos, sorriu a me ver, reconhecendo-me como irmão de Orlando, seu funcionário.
O Sapateiro Valdemar era morador na cidade de Lagoa Vermelha no Rio Grande do Sul, na Rua Benjamim constante entre o correio e principal colégio onde eu concluo o 5° ano primário, sapateiro é porque bate sapato. Valdemar tinha duas grande paixão, o seu filho de 7 anos, e o Esporte Clube Internacional de Porto Alegre e sua esposa é claro. Apesar dos meus 10 anos de idade, pergunto a ele, querendo puxar conversa só para ouvir a sua voz otimista, falar do Colorado e de seu filinho Pedrinho que no momento estava ao seu lado na banca Um menino lindo, esperto e que pela sua graciosidade conquistou a admiração de todos os seus funcionários da sapataria, e de todos que o conhecia, Pedrinho era o seu encanto, quando Valdemar precisava ir ao Banco ou a outra atividade fora ,Pedrinho lhe acompanhava, Valdemar mais brincava com seu filho Pedrinho do que trabalhava, mais que de amor paterno, materno.
O meu irmão Orlando já há muito tempo trabalhava com ele, eu admirava o seu trabalho, queria também trabalhar de sapateiro, por este motivo lhe procurei e pedi que me contratasse também.
Valdemar ao ouvir a solicitação daquele menino franzino correndo os olhos por cima dos óculos viu em meus pés um par de chuteiras, perguntou-me se eu jogava futebol, mais que depressa lhe respondi que sim, foi aí que seu Valdemar me perguntou qual era o meu time de Porto Alegre, não respondi, balanceei a cabeça assinalando que não sabia responder a sua pergunta. Valdemar energicamente me perguntou se eu torcia pelo Internacional ou Crêmio pensei um pouco e arrisquei em falar que torcia pelo Internacional, bruscamente Valdemar falou está empregado aqui na minha sapataria, na minha empresa só contrato se for torcedor do Internacional. Valdemar me alcançou um martelo e um coro cru para bater até ficar bem compactado, na época solado de calçado era assim na base do martelo que montava solado.
O tempo passava, eu já estava me garantido em muitas coisas na sapataria, mas o meu esporte de jogar futebol eu não desistia. Valdemar um belo dia foi-me ver jogar futebol no campo das Caveiras em Lagoa Vermelha na época era o estádio oficial. Valdemar se admirou do meu futebol, entrou em contato com a diretoria do Internacional da capital lá fui fazer um teste, fui escolhido para ir para Porto Alegre na escola. Mas os meus pais não aceitaram, imaginando uma criança com apenas 10 de idade ir para tão longe jogar futebol? Na época o esporte não era tão valorizado como hoje em dia, eu também não fiz muito esforço de ir, mesmo por que não tinha a dimensão da importância daquela proposta.
Lá pelos anos de l953 bem me lembro, era um sábado aproximadamente 05h00minh da tarde todos os funcionários faziam uma faxina na oficina onde confeccionava calçados enquanto o seu Valdemar atendia um freguês mostrando lhe um revolve só que ninguém imaginava que estávamos próximos em presenciar uma tragédia, até hoje nunca vi outra igual, não só abalou todos os funcionários como também a população da cidade de Lagoa Vermelha. O velho sapateiro Valdemar depois de retirar todas as munições do cilindro do revolve, assim ele achava, ficou um Project, e ao apertar o gatilho detonou a bala que estava no canhão ad arma atingindo a cabeça de Pedrinho. Valdemar vendo o seu filho gravemente ferido jorrando sangue desesperadamente aos gritos e berros, pedindo socorro agarrou o seu filho Pedrinho em uma velos disparada com uma das mão tentando estancar a hemorragia da cabeça do pobre menino, todo ensopado de sangue corria pelas ruas da cidade em direção do hospital Lagoense que ficava a uns 1500 metros do local da tragédia. Na época era muito difíceis as pessoas terem carros ou ambulância, corpo de bombeiro, mesmo que tivesse o desespero era tão alarmante que pelo impulso da situação de um pai desesperado vendo o seu filho a beira da morte, não tinha condições de raciocinar, era correr em direção de recurso o mais rápido possível. Ao ver aquele homem com o seu filho banhado de sangue correndo, todos os funcionários seguiram atrás, se revezando no transporte daquela criança a beira da morte. Ao chegar ao hospital logo foi atendido pelos médicos, mas nada podia ser feito uma grande parte do cérebro tinha se perdido no caminho, só restou à dor de um sofrimento que penetrava cada vez mais profundo de quem observava a quela tragédia. A sapataria foi coberta de luto por muito tempo, a oficina ficou fechada, os pais de Pedrinho entraram em uma de preção violenta, na época todos que as conheciam achava que eles tinham ficado loucos por tanto sofrimento, somente hoje se sabe que ambos entraram em depreção. Até hoje pelo que sei não foi explicado como foi que a casa dos pais do Pedrinho pegou fogo queimando tudo, ficou intacta a oficina onde funcionava a sapataria. Pelo meu conhecimento depois de muito tempo aos poucos foi voltando a vida normal da família. Este trauma eu ainda carrego na minha lembrança, com 10 anos apenas, eu nunca tinha presenciado uma tragédia desta envergadura ainda mais com respingo de sangue na minha roupa, de vês enquanto eu sonhava me vinha na mente aquela sena horrível com aquela terrível tragédia, aos poucos fui esquecendo, hoje só me resta a lembrança desta terrível sena de dor e de sofrimento. No meio dessa tão grande tristeza alguém partiu sem se despedir; foi triste! Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval, uma pessoa se perda da outra, procura por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito, depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Pedrinho e o seu pai não se despediram, Eles não se despediram, porque a vida é que os despediu, cada um para seu lado.
Permitimos que eles guardassem a sua tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de culpa se for Deus me em parará. Apesar da minha pouca idade senti que eu tinha morrido um pouquinho de ver uma criança tão bem amada partir deste mundo de uma forma tão trágica pelas pro pias mãos do pai, acidentalmente, mas aconteceu.
Chore a perda de seu querido, mas não deixe que morra também no único lugar em que deve permanecer vivo. Dentro de você era a frase que todos os seus amigos lhe diziam. Neste momento palavras perdem o sentido diante das lágrimas contidas nas saudades que iremos sentir. A dor é tão necessária como a morte. Por isso sabemos Pedrinho que você tem que ir, mas ficaremos aqui torcendo pelo seu sucesso hoje e sempre. Que você faça mais histórias maravilhosas e intensas como foi a nossa.
Hoje é apenas a última vez que você verá as pessoas que conviveu no trabalho, na escola, na Igreja na rua, lá na nossa sapataria onde você pretendia seguir a profissão do pai, agora daqui para frente terá outros amigos será o início de uma vida de convivência de amigos eternos, nos aguarde, porque um dia todos nós iremos nos encontrar em um mesmo lugar, isso se tivermos o teu espírito de criança como você, o corpo envelhece mas o espírito tem que conservar criança, Jesus Cristo falou. “Venha a mim as criancinhas.
Esta triste historia e verdadeira, vivenciada e escrita pelo próprio historiador Antonio Monteiro.
Talvez fosse aí que nasceu a minha vontade de estudar a medicina, diante de tanta agonia do pai, entregando o seu filho nas mãos dos médico, com os olhos banhado de lágrimas pedindo pelo amor de Deus que o salvasse, e não foi possível, na minha inocência, o médico não se esforçou em salvá-lo
Somente quem conhecia a gravidade tinha condições de avaliar o destroça mento da massa cefálica deixada no calçamento de pedra irregulares das ruas da cidade.
Estudar para médico? Quem leu um dos meus livros principalmente escalada do destino que Às vezes eu me pergunto será que foi devido este acontecimento que eu optei em querer eu escrevi em 1991 lançados pela fundação Cultural de Curitiba, sabe o que estou tentando explicar.

Historiador: Antonio Monteiro da Silva


A HISTORIA DE UM BARBEIRO

Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo como ele sempre fazia. Ele começou a conversar com o barbeiro e conversaram sobre vários assuntos. Conversa vai, conversa vem e começaram a falar sobre Deus...
O barbeiro disse: - eu não acredito que Deus exista como você diz. – porque você diz isto? O cliente perguntou. – bem, é muito simples. É só você sair na rua pra ver que Deus não exis te. Se Deus existisse você acha que existiriam tantas pessoas doentes? Tantas crianças abandonadas? Se Deus existisse, não havia dor e sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permitam todas estas coisas, o cliente pensou por um momento, mas ele não quis dar uma resposta para prevenir uma discussão. O barbeiro terminou o trabalho, e o cliente saiu. Neste momento ele viu um homem na rua, com barbas e cabelos longos. Parecia que fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo e a barba, ela parecia sujo e arrepiado. Então o cliente voltou a Barbie ria e disse ao barbeiro: - Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem. – Como assim eles não existem? – perguntou o barbeiro. – Eu estou aqui e sou um barbeiro. – Não – o cliente exclamou. Ele não existe, porque se eles existissem não havia pessoas com barbas e cabelos longos como aquele que esta andando ali na rua – Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuraram, e isso é uma opção delas. – Exatamente- afirmou o cliente. Isso – é justamente isso, Deus existe, o que acontece e é que as pessoas não o procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que a dor e sofrimento no mundo.

Entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele que o mais ele fará.


Autor desconhecido



AS MAÕS DE DEUS


As mãos de Deus

Postado em 1 de março de 2009 •por Profª. Rita Alonso (Dinâmicas de Igrejas), - Dinâmicas de Grupo

As mãos de Deus

Um observador do mundo disse:
Quando observo o campo sem arar, quando as terras para lavoura estão esquecidas, quando vejo a terra ressequida e abandonada me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando observo a injustiça, a corrupção, a exploração dos fracos; quando vejo o prepotente avarento enriquecer-se da exploração do ignorante e pobre, do trabalhador e do homem do campo, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando contemplo uma anciã no asilo esquecida e abandonada pela família, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando observo um jovem, antes forte e decidido, agora embrutecido pela droga e álcool; quando vejo o que antes era uma inteligência brilhante, reduzida agora somente a farrapos
sem rumo nem destino, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando a mocinha ainda inocente que deveria sonhar e ter fantasias, para sobreviver pinta o rosto, encurta o vestido e sai a vender seu corpo, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando aquele pequeno menino, as três da madrugada me oferece um jornal, e contemplo sua miserável caixinha de doces sem vender; quando o vejo dormir na porta dos bares, tiritando de frio com alguns jornais que cobrem o seu corpo; quando seu olhar me reclama uma carícia, quando o vejo vagar sem esperanças pela rua, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
Quando vejo os povos e raças entregues às lutas e à violência, pior que os animais selvagens, me pergunto: Onde estão as mãos de Deus?
E me dirijo a Deus e Lhe pergunto: Onde estão Suas mãos Senhor? Onde estão Suas mãos para lutar pela justiça, para dar carícia, um consolo ao abandonado; para resgatar a juventude das drogas; dar amor e ternura aos esquecidos, unir esses povos divergentes e acabar com essas guerras e horrores?
Depois de um longo silêncio, escutei Sua voz que exclamou:
“Tu não te dás conta de que Tu és Minhas mãos? Use-as para o que foram feitas.”
E então compreendi que as mãos de Deus somos nós, “Tu e Eu”, os que temos a vontade, o conhecimento e a coragem de lutar por um mundo mais humano e justo; aqueles cujos ideais não permitem que permaneçam omissos e negligentes, aqueles que desafiando a dor, a crítica, a apatia, a incompreensão e a ignorância, se esforçam e se empenham para ser as mãos de Deus.
O mundo necessita dessas mãos, mãos cheias de ideais e estrelas, cuja obra magna seja contribuir dia e dia, durante toda sua vida, para forjar uma civilização que busque valores superiores; mãos que compartilhem generosamente as bênçãos que Deus nos oferece. E assim, ao chegar ao fim de suas vidas terrenas, essas mãos possam estar vazias, porque entregaram, com amor, tudo para o qual foram criadas.

E Deus, certamente dirá: “Essas são as Minhas mãos!”











Uma imagem misteriosa

Uma imagem misteriosa


Um dia, o Floriano um grande amigo meu, sentindo a depressão atrapalhar o seu convívio pessoal, familiar e social candidatou-se a gerenciar uma casa que de propriedade da Prefeitura de Quedas do Iguaçu construída em uma praia no Litoral paranaense. Tão logo fez a inscrição foi chamado pelo prefeito para tratar de sua ida ao trabalho. Floriano arrumou as malas deixou todos os seus familiares após um acordo e assumiu a gerencia daquela casa de hospedagem a beira mar. Floriano levou consigo todos os medicamentos indicado pelo médico. Floriano estava gostando de seu novo trabalho, só que a maldita depressão não queria sair de suas costas, Dia estava bom, outro dia um pouco melhor e às vezes parecia que estava agravando cada vez mais, com tudo que tomava religiosamente os medicamentos. Quando chegavam as caravanas de pessoas da cidade de Quedas do Iguaçu, a se hospedar temporariamente na casa, Floriano até que se sentia bem, mas quando todos partiam, voltava a tristeza, ele sentia muito medo de estar sozinho, tinha momentos que ele enxergava algo que não existia, visagem como diz os supersticiosos, ilusões criada em sua mente doentia provocada pela depressão, todos sabemos, quem sofre desta doença depressiva, a mente fica mesmo confusa até mesmo vê coisa que não existe. Certo dia o sol ainda brilhava refletindo feixe de luz sobre as água do oceano Atlântico, Floriano resolveu colocar uma bermuda e uma camiseta, coisa que ele não fazia a tempo, normalmente usava calça comprida e camisa social, costume de muito tempo, devido o seu trabalho era comum se vestir assim. Floriano após trocar de roupa se dirigiu a um corredor que dava acesso a outra repartição da casa, onde dava para avistar a beleza do mar. Ao se aproximar do corredor se deparou com um homem segundo as suas próprias palavras, mal encarado vestia uma bermuda e uma camiseta, este homem não tinha uma aparência boa parecia que estava bravo desmostração de seu mau humor se revelava em seus traços bem acentuados na sua face. Este homem de aparência duvidosa parou em sua frente, olhando fixo em seus olhos, por mais que Floriano falava com ele este cidadão não respondia se manterá em silêncio, o que mais amedrontava o Floriano era que parecia que este senhor estava gozando ou brincando com ele, todos os movimentos que o Floriano fazia ele também fazia. Floriano tremia de medo, ele ali naquele casarão sozinho sem uma arma, no segundo andar do prédio e longe de vizinhos, pensou em gritar, pedir socorro, mas nem para isso tinha força. Floriano após vários minutos naquela situação temerosa resolveu tomar uma atitude porem arriscadas, mas era a única saída que ele achou possível, ele não agüentava mais aquela situação. Antes de tomar aquela atitude fez mais uma tentativa para ver se amenizava aquela situação.

Ele falou muito amigavelmente com o desconhecido, mas não teve resposta. Floriano rio e acenou para aquela pessoa estranha que fazia a mesma coisa, exatamente da mesma maneira. Então Floriano pensou: vou me aproximar mais perto dele. Pode ser que ele seja surdo e por isso não me escuta, o mal encarado senhor de bermuda fez o mesmo gesto se aproximou também, Floriano ficou pensando naquele estranho comportamento. Floriano pensou consigo mesmo este velho esta gosando de minha cara, repete tudo o que eu faço. Floriano chegou ao seu limite, se irritou movido por uma forte depressão, fechou as mãos e se preparou para dar-lhe um soco na cara daquele intruso, Floriano observou que aquele homem também estava pronto para lhe atacar. Floriano olhou para um lado como que não queria nada direcionou um forte soco na sua direção focado na altura do queixo, com o intuito de derrubar aquela pessoa com um forte soco lhe tirando o sentido, com esta atitude dava tempo para correr ou amarrar o indivíduo até a polícia chegar. Floriano juntou todas as energias e mandou um forte soco, foi caco de vidro por todos os lados daquela sala, sinal de sangue vertia em sua mão e como isso não chegasse uma fratura no punho da mão direita devido a violência da força. O que Floriano viu foi a sua própria imagem refletida em um grande espelho que havia na parede do corredor da casa. Confuso pela depressão, e com o efeito dos medicamentos que ingeriu a poucos estantes confundiu sua memória fez dessa tamanha confusão que chegou a confundi o irreal para o real. Diante deste fato ele procurou tomar mais atenção nestas ilusões provocada pelo cérebro. Após ter levado este acontecimento a um psicólogo, orientado pelo profissional tudo se normalizou complementando com algumas seções de terapia, dali para frente nunca mais se repetiu esta confusão mesmo porque foi a única de ótica e de ilusões provocada pelo cérebro, fato até certo ponto cômico se não fosse trágico.

Historiador Antonio Monteiro


QUEDAS DO IGUAÇU 19 DE FEVEREIRO 2011


PRESTAÇÃO DE CONTA DE UM EX. VEREADOR

Ex. Vereador Antonio Monteiro da Silva lança prestação de contas itinerante aos munícipes de Quedas do Iguaçu PR

É possível que alguém a tomar conhecimento desta minha atitude, de fazer uma prestação de conta, depois de muito tempo que deixei de militar na política, fique até mesmo surpreso. Devo esclarecer que não tenho intenção nem uma de voltar a ser candidato. O motivo desta minha atitude de divulgar no meu BLOGGER esta nota de esclarecimento foi devido o contato que tive há poucos dias atrás, quando me deparei com um cidadão, que por sinal somos conhecidos há muito tempo. Ao me complementar logo foi falando mal dos vereadores de Quedas do Iguaçu. Fiquei ali na sua frente escutando com atenção o que ele comentava. Depois que ele terminou o que ele pretendia falar, ates de me perguntar o que eu achava, fui surpreendido com uma série de acusações. Sabia ele que eu fui vereador por 10 anos em Quedas do Iguaçu. Pelo fato dele me conhecer bem tive a coragem de lhe perguntar se ele costuma freqüentar as reuniões da Câmara. Este cidadão me respondeu que nunca até o presente momento assistiu uma reunião. Diante desta situação tive que ser sincero em lhe dizer, é por isso que o Senhor esta falando mal, normalmente os que mais metem o pau nos políticos são aqueles que não tomam conhecimento dos feitos. Assim como tem políticos ruins tem também políticos bons. O cidadão colocou a sua mão do meu ombro e fermente me disse. Seu Antoninho o senhor foi vereador por três mandatos, o que o senhor fez! Que eu saiba nada.

Eu lhe dei a mão, me despedi dele sem falar nada! Confesso que fiquei muito triste, não lhe condenei? O vereador às vezes apresenta durante o seu mandato muitos projetos, e muitos deles executado pelo prefeito. Só que na hora de inaugurar ou comentar publicamente os efeitos do projeto, quem aparece é o prefeito, poucos são os prefeitos que valorizam o Legislador, principalmente nas divulgações dos feitos. Baseado no que aconteceu comigo, resolvi mesmo depois de muitos anos fazer uma prestação de conta do que eu realizei como vereador. Devo esclarecer que todos os meus projetos preposições e requerimentos se encontram nos meus arquivos para quem deles quiserem fazer uso.

Abaixo relacionei os meus projetos e demais documentos que comprovam a minha atuação na câmara de Vereadores. Por tanto, com isso eu tenho condições de responder aos menos informados o meu trabalho como vereador. Foi pouco, mais foi o que pude fazer no momento como vereador.

Em 1977 quando vereador montei Comitês político em quase todas as comunidades da cidade e do interior. Estes comitês compostos de cinco membros era como fosse uma mini câmara de vereadores em suas comunidades.

Os comitês eram assim distribuídos:

CENTRO DA CIDADE

PRESIDENTE; Erquimines Pereira

1º MEMBRO: Fábio Garvan

2º MEMBRO: Luiz João da Cruz

3 MEMBRO: João Helio Cadorin

4º MEMBRO: João Mendes



VILA JHON KENNEDY

PRESIDENTE: Noel Toledo

1º membro: Francisco Ferreira

2º membro: Dirceu Fritz Beto

3º Jandir Moura

4º Vitório Kiodeli

5º Biomar Prestes Macedo

6º Ozair José Santos



LINHA MIRIM

1º PRESIDENTE: Estanislau Kempka

2º Presidente: João Prasnievscki

3º Membro: Anastacio Kanigoski

4º Membro: Pedro Hrysar

5º Membro: Tadeu Prasnievski



LINHA NORTE

Presidente: Ilgo Kervahac

1º membro: Avelino D. Piloneto

2º membro: Leonardo Matusiak

3º Rafael Tuniski



LAJEADO BONITO

PRESIDENTE: Bejamim V.Volek

1º membro: Francisco Nieratka

2º membro: Silvestre Malinoski

3º membro: Alberto Eskiginski

4º membro: Daniel Volski



BANDEIRANTE

PRESIDENTE: Darci Pedroski

1º membro: Miro Brik

2º membro: Jorge Pedroski

3º membro: Carlos Silveira

GUARANI:

PRESIDENTE: Eduardo Staszeneski

1º membro: Lorenço Soboleski

2º membro: Pedro Staszeneski

3º membro: Antonio Jandir Dutra

4º membro: ZeferinoNiratka

NOVA ITALIA:

PRESIDENTE: Fernando Kuffel

1º membro: Demátrico Boseggio

2º membro: Fernando Grandeil

3º Antonio Figler

4º membro: Francisco michelski

LINHA ESTRELA

PRESIDENTE: Luiz Lorenço de Souza

1º membro: Ercilio Araujo

2º membro: João Lins

3º membro: Jovenil Reis da Silva

4º membro: Joaquim Alves

TAPUI:

PRESIDENTE: Severino Sibulski

1º membro: Inácio Sibulski

2º membro: Adão Caitano

3º membro: Cecília Nina Semenich

4º membro: José Kovaleski

ALTO BELA VISTA

Presidente: Floriano Jaguseski

1º membro: Onofre Peltz

2º membro: Petronilo F. da Silva

3º membro: Tomaz Wapolha

BOM PRINCÍPIO:

Presidente: Setembrino

1º membro: Eraldo Rodrigues

2º membro: Domingos Anoreta

3º membro: Rondon Bevenhon

4º membro: Pedro Bertolini

Todos estes comitês se reuniam mensalmente para discutir assuntos referentes à sua região, depois de discutido e votado entre os membros, posteriormente encaminhavam a mim para ser transformado em requerimento ou projeto e, em seguida protocolado da câmara de vereadores para ser analisado pelos colegas.

Foram mais de duzentos e cinqüenta solicitações entre projetos, requerimentos, preposições e uso da tribuna. As cópias dos documentos, os munícipes pode encontrar na câmara de vereadores, na biblioteca municipal ou com o próprio ex vereador.

Abaixo relacionei alguns dos meus projetos que mais se destacaram:



1 - Pronto Socorro ou pronto atendimento

2 - Unidades da Secretaria da agricultura

3 – Contratações de médicos para a saúde

4 – Ambulâncias equipada para a saúde

5 – Aparelhos para exames complementares na saúde

6 – Farmácias com medicamentos para os idosos

7 – Cursos de enfermagem

8 – Adquirir terreno para futuras empresas.

9 – Ambulância para transporte de doente fora do município.

10 – Parque infantil na Praça Pedro Alzides Giraldi.

11 – Liberação de recursos para comunidades filantrópicas.

12 – Doação de terrenos para as Igrejas.

13 – Construção de uma galeria no Rio dos Imigrantes.

14 – Construção de uma escola no Alto Recreio.

15 – Construção de uma aponte no Rio dos Imigrantes.

16 – Construção de uma ponte sobre o Rio Saudade.

17 – Construção de uma praça próxima o Kaic.

18 – Abertura de uma estrada entre Três Passos e Boa Esperança.

19 – Várias canxa de esporte pelo interior do município.

20 – Varias centros comunitários pelo interior do município.

21 – Placas indicativas nas rodovias.

22 – Construção de um monumento polonês na praça Pedro Alzides Giraldi.

23 – Construção de sanitários na Praça.

24 – Fiscalizar o Rio Campo Novo evitando lixo nas águas.

25 – Criação de um Patronato.

26 – Distribuição de medicamentos gratuitos a pessoas pobres.

27 – Cria um departamento defeso ao consumidor.

28 – Distribuição de 120 lotes a famílias carentes Entre Vila.

29 – Contratação de advogados para atender os carentes.

30 – iluminação das ruas paralelas a BR 473.

31 – Construção de Creches.

32 – Títulos de cidadão benemérito ao Sr. Pedro Alzides Giraldi, Projeto de Lei nº 15/93 – data de 09/09/93

Antonio Monteiro da Silva

11 de Maio de 2011


ESTAR VIVO, OU JÁ MORREUE

Ser participante ás novidade é estar vivo. Parar de se atualizar, mesmo sabendo que está respirando é morrer, mesmo sabendo que está vivo. O equilíbrio entre as duas atitudes ajuda. a não ser que seja incompetente o suficiente de não entender a razão de estar vivo Sempre me fascinaram as mudanças em minha vida procuro me adaptar de acordo com a evolução e a situação que me deparo. – ás vezes avanço, às vezes retorno á caserna. Hoje a vida anda incrivelmente rápida, atingindo nossos usos e costumes, ciência e tecnologia, com reflexos nas mais sofisticadas e nas menores coisas com que lidamos. Nossa visão de mundo se transforma, mas penso que não no mesmo ritmo; então de vez em quando nos pegamos dizendo, será que a vida de nossos pais e avós era melhor do que as das gerações atuais? Eles viveram a muito tempo atraz. Nossa? Como tudo mudou!.

Nos usos e costumes a coisa é séria e nos afeta a todos: crianças muito precocemente sexualizadas pela moda, pela televisão, muitas vezes por mães alienadas, por teoria abstrusas e mal aplicadas. Se antes namorar era difícil, o primeiro batom rosa claro só podia usar aos 15 anos, e não havia pílulas anticoncepcionais, É que, com tantas informações disponíveis na internet, professores orientando nas salas de aulas, sobre relacionamento sexual isto em algumas escolas, tantas meninas ainda engravidam ou, como os meninos, pegam doenças venéreas. Casamento estáveis, transformou (em morar junto, ficando) tudo isso pode ser modificado se usarmos o bom censo de fortalecer laços, construir juntos com alguma paciência um casamento estável. Não concordo que um casamento seja para o resto da vida, se ambos são infelizes, sou de sermos infelizes juntos pelo resto da vida, ou então de tentarmos um pouco mais. Talvez a gente esteja colocando filhos no mundo e freqüentemente deixando filinhos, que nem podiam para nascer, nem certamente queriam se separar de nada nem de ninguém. São simplesmente levados de um lado para outro.

Na educação, vejo pouco progresso se comparar-mos nos últimos 30 anos atrás, cansei de esperar os políticos mudar algumas leis da constituição, que só atrapalha o desenvolvimento do ser humano, falar todos fala em mudanças cumprir o que falam isso é outra historia. Cada dia uma nova esperança, e assim vão levando na barriga os anos. Guardada as devidas proporções os alunos entram na universidade sem saber escrever, a internet é o bode expiatório da educação, para que escrever se o aparelho nos fornece datilografado e ilustrado com português corrigido?

Na saúde, acho que muito melhorou, dos meus 67 anos 40 dedicados a saúde. Exerci na secretaria do Estado do Paraná o cargo de Agente de saúde por um tempo de 35 anos. Estudei até o 2º grau do magistério, porem me especializei mesmo estudei na escola da vida a maior faculdade do mundo, a faculdade do povo a vida me deu condições de fazer alguns comentários em relação ao convívio social, espiritual e intelectual com uma serta autoridade, pois senti na carne os labores da vida diante de muitas dificuldades que envolvia alguns conhecimentos que só os bancos escolares poderiam me oferecer, mas devido as dificuldades geográficas e financeira não me permitiu tal acesso a cultura.

Sou de uma infância sem antibióticos. Agente sobrevivia sob os cuidados devotados de mãe, pai, avó, médico de família, aquele que atendia o parto. As pessoas estão com raras excessão se preocupando desageradamente em dietas, que hoje se tornou obsessão, muitas crianças são forçadas a fazer dietas. Antigamente as crianças, e pré-adolescente gordinha, não podia nem falar em regime que minha mãe arrancava os cabelos e o médico sacudia a cabeça: Nem pensar. O que precisamos e o que Teremos de descobrir o que fazer com tanto tempo de vida a mais que nos será concedido. Nada de aposentadoria precoce, chinelo e pijama isso ainda se usa? E espero que continue na moda. Mas o que temos de aprender sempre é interrogar o mundo, curtir a natureza, saborear a arte, ler bons livros viajar pelo Brasil (paraíso encantado do mundo, assim falava os poloneses ao sair da Polônia para se refugiar na terra brasileira durante a 2º Guerra Mundial. Passear, criar, divertir-se, viajar Talvez pelas historias dos livros de Monteiro Lobato.

Quem sabe nos materemos menos, se as drogas forem controladas e a miséria extinta, miséria do corpo e do Espírito. Não creio em igualdade, mas em dignidade para todos. Talvez haja menos guerras, por que de alguma forma seremos menos violentos, principalmente se tivermos Deus em nossos corações.

Nos últimos tempos Leremos unicamente livros eletrônicos ou algo ainda mais moderno. As vastas bibliotecas de papel serão museus, guardando o cheiro da minha infância, quando – se eu aborrecia minha mãe com mil perguntas – meu pai me sentava em um de seus bancos cavado em madeira e botava no meu colo alguns livros de historia e geografia com figuras da Guerra do contestado e manuscritos dos tropeiros viajantes com folhas amareladas surradas das longas jornadas de Sul a Norte deste imenso País. Hoje em dia as crianças terão outras memórias, outras brincadeiras, outras alegrias, outras historias e outros livros em seus colos talvez não pelo seu pai, mas pela babà ou outro alguém da família, o pai já não tem mais tempo para isso, bem que ele queria, mas não é possível. O tempo passa e os adultos, novas sensações e possibilidades de vencer, as emoções humanas, estas eu penso que vão demorar a mudar. Todos vão continuar querendo mais, a presença de um ombro amigo do pai e da mãe, isso é o sentido para a vida, alegria de ter os pais por perto é muito importante. Não importa se é modernos ou não, se é avançados, incríveis, não, não podemos esquecer que o afeto familiar é importante no desenvolvimento de seu filho, sem a família não valerá a pena nem um só ano a mais, saúde a mais, brinquedinhos a mais. Seremos uns robôs cinzentos e sem graça se não tivermos a família por perto. Quando digo família está incluído quem nos cria que nos aconselha, quem nos considera como família.

Este texto dedico a minha esposa Zelinda pelos nossos 45 anos de um feliz matrimônio. No dia 09 de maio de 1966, na localidade de Cristo Rei assinamos os nossos nomes no Livro do Juiz de Paz daquela comunidade.

Alguns trechos foram retirados da revista Veja.

Antonio Monteiro da Silva: 09 de maio de 2011

























História:

História:


A Polônia foi fundada em meados do Século X pela dinastia Piast. O primeiro governante polaco foi o duque Mieszko I. O filho do Duque, Boleslaw I foi o primeiro Rei da nação polonesa em 992.

No século XII a Polônia se se fragmentou em diversos estados menores que foram devastados pelos exércitos Mongóis da Horda Dourada (1241).

1.320 - Ladislau I tornou-se rei de uma Polônia reunificada. Seu filho Casimiro III é lembrado como um dos maiores reis polacos da história.

1.569 - fortaleceu uma longa associação com o Grão-Ducado da Lituânia e criou-se a Comunidade Polaco-Lituana que durou até 1.795.

1918 - A Polônia recuperou sua independência após a Primeira Guerra Mundial.

Durante a Segunda Guerra Mundial foi invadida por tropas nazistas e soviéticas e perdeu a sua independência.

Com o fim da guerra, emergiu como um país comunista integrante do bloco sob controle da antiga União Soviética.

1989 - o governo comunista foi derrubado e a Polônia inaugurou a fase informalmente conhecida como "Terceira República Polaca". Atualmente, a Polônia é uma democracia liberal, membro da União Européia.Hoje somente os distritos de Augustow, Suwalki e de parte de Sejny estão na Polônia; os outros estão em Lithuania.

Puńsk

Punskas em lituano. Local de nascimento de minha avó-paterna Petronele Milewska (Petrúcia Miliauskaite-Ruiz).

Púnsk é uma Comuna da província de Podlaskie, Polônia. Era uma região de florestas, que foram colonizadas por lituanos, poloneses e russos no século XV. Hoje vivem lá, lituanos e polacos. 80% da população é de lituanos.

Em 1559, em documentos históricos Punsk é mencionado. Stanislaw Zalivski estabeleceu ali uma aldeia. Seivai é mencionado como Punsk em 1559 próximo ao lago "Seiviai" e lago "Boksis".

Em 1606 - Punsk é chamado de cidade. Neste período, Punsk se desenvolveu rapidamente. Havia uma escola e um hospital. Mais tarde, após a divisão da Polónia, a cidade pertenceu à Prússia e, posteriormente, para a Rússia. A economia piorou e que no século XVIII, direitos cívicos foram perdidos.

Fizeram uma escola, várias associações, uma pequena livraria. Um grande número de judeus vivia ali. Hoje você pode ver apenas as suas construções antigas e um cemitério. Viviam em Punsk alemães evangélicos também.

Pontos de Interesse:

Há 3 cemitérios em Punsk: perto do Lago Punia: antigo cemitério católico, na Rua Norkaus o novo cemitério católico, e na Village de Punskas o cemitério judaico.

Centro de Cultura Lithuano - na Rua Kovo, 11

Trakiskes - antiga estação ferroviária de madeira em estilo russo, que foi construído de 1896-1898. É semelhante ao Uznemunes ferroviária.

Cidadania polonesa

A cidadania polonesa é baseada na regra "ius sanguinis" (lei de sangue), o que significa que o direito à cidadania polonesa passa, de pai para filho. Não há limite de gerações para as quais a cidadania pode ser passada, desde que, cumpridas as exigências da lei vigente.

Colônias de Imigrantes poloneses:

Brasil

A maioria dos imigrantes poloneses eram da Alta Silésia, Pomerânia, Galícia, Grande Polônia, Gdansk, Starograd, Opole, Konin, Krosno, Kalisz, Poznan, Mazóvia, Sieradz e Kujawy.



Paraná:

1.890 a 1895 - Comissões colonizadoras polonesas no Vale do Iguaçu, próximo a Palmeira PR onde se desenvolveram as colônias de Santa Bárbara, Canta Galo, Rio dos Patos, São Mateus, Água Branca, Eufrosina e Rio Claro num total de 8200 pessoas.

Comissão de Rio Negro PR, foi responsável pela formação das colônias polonesas de Lucena e Itaiópolis num total de 1488 pessoas e a colônia de Augusta Vitória com 120 pessoas.

1.896 - Colônia de Água Amarela (hoje Antônio Olinto - PR) o governo paranaense assentou 2.500 pessoas, sendo 60% de procedência russa e os outros da região da Galícia.

1896 - Colônias de Rio Claro, Mallet e Dorizon receberam em torno de 1000 famílias, 70% originárias da região de domínio russo.

1896 - foi feito o assentamento da maior colônia polonesa do Paraná: Prudentópulis com aproximadamente 10.000 pessoas, sendo 70% provenientes da região de domínio russo.

1908 - 1912: o maior contingente de imigrantes poloneses foi para o Estado do Paraná, engrossando o número de pessoas das colônias já existentes e abrindo novas em vários locais do estado, num total de 23.406 pessoas.

Rio Grande do Sul:

O Rio Grande do Sul recebeu aproximadamente 7.000 imigrantes poloneses.

S. Catarina:

1871 - foram transferidas para Curitiba estabelecendo-se no bairro Pilarzinho 32 famílias num total de 164 pessoas que haviam chegado

em 1869 provenientes da região do Slansk (Silésia) com destino a Brusque.

1872 - Colônia de Sandweg (Indaial SC), onde vieram aproximadamente 100 famílias polonesas.

- Colônia de Moema próximo a Itaiópolis.

1881 até 1890 - Colônia de Rio Vermelho (São Bento do Sul SC) vieram poloneses da Prússia e Gdansk num total aproximado de 800 pessoas. 1891 - Massaranduba - SC: estabeleceram ali, em torno de 1000 pessoas.

- Colônias de Grão-Pará: (próxima a Orleans) e Colônia de Cocal (próxima a Laguna e Tubarão) com aproximadamente 200 famílias.

1895 - Colônia Alberto de Abreu (próxima a Porto União) recebeu cerca de 350 poloneses da região da Galícia e da região dominada pelos russos.



S. Paulo - Capital

A Colônia Polonesa de São Paulo tem seu centro religioso no magnífico Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, matriz do bairro do Bom Retiro. Na Capela lateral - tem um quadro representando a "Virgem Negra" veio de Czestochowa, o altar de mármore sendo projeto do Engenheiro Wieckowicz. Os dois vitrais laterais representam Nossa Senhora de Czestochowa e Nossa Senhora de Vilna (capital da Lituânia), mostrando os locais em que as mesmas se encontram. Nade cada um dos vitrais pode ser observado o emblema da antiga "República", desmembrada pelos Estados vizinhos no final do século XVIII, com os símbolos da Polônia, Lituânia e Rutênia, os três povos que a compunham.

A Capela foi inaugurada oficialmente no dia 8 de setembro de 1944. Posteriormente foi decorada com pinturas, executadas por Piotr Wróblewski, num total de 84 m², representando os Santos daquela região da Europa. A sua reabertura se deu no dia 26 de agosto de 1956.

A Missa em idioma polonês é realizada todos os domingos às 11 horas, na Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora. Todo terceiro domingo do mês, depois da missa, há um "bazar" e almoço com comida típica, estando disponível a biblioteca com livros em polonês.



Endereço: Rua Três Rios, 75 - Bom Retiro













HOMENAGENS

HOMENAGENS


Apelido de família ou sobrenome da onomástica da língua portuguesa, muitas vezes derivado do ofício ou profissão de monteiro. Pode também ter raízes toponímicas, originando-se da palavra “monte”.

Origem A palavra “monteiro” tem por significado “s. m. 1. Guardam de montados, matas, coutados. 2. Caça Caçador de monte. adj. 3. De monteiro ou da montaria.”[1]A profissão de monteiro remontaria aos princípios da monarquia portuguesa, quando se tem notícia do cavaleiro Rui Monteiro, monteiro-mór de D. Afonso Henriques; os genealogistas o consideram o primeiro portador atestado do apelido. O monteiro-mór, do Reino ou local (Ponte de Lima, Viana, etc.), era o funcionário real responsável por superintender ao domínio público: rios, florestas, e em especial às caçadas e coutadas. D. João I de Portugal levava o assunto tão a sério que chegou a escrever um tratado sobre o tema – o Livro da Montaria, sobre o “jogo dos reis”, ou seja, as coutadas reais. O ofício de monteiro estaria ligado à origem, em tempos modernos e com a evolução acadêmica, da profissão de engenheiro florestal. [2] A documentação mais antiga de que se tem notícia aonde aparece o sobrenome proviria do Mosteiro do Lorvão (Coimbra), de 1096. Rui Monteiro seria natural da terra de Penaguião, no alto Douro, e possuidor do padroado da igreja de Santa Ovaia de Andrufe. Seria neto de D. Soeiro Viegas, o qual é citado nas memórias do Rei Afonso III. Recebeu-se com Dª Elvira Gonçalves, fª de D. Gonçalo Moniz e de Dª Maria Annes. Tiveram filhos que continuou o apelido, a saber:

Egas Monteiro, sucessor na casa de Rui Monteiro e no padroado em Andrufe, pai de: Paio Monteiro, sucessor na casa de seu pai,

∞ Dª Teresa Annes, neta paterna de Soeiro Forjaz

Fernão Rodrigues Monteiro († 1237), 4° mestre da ordem dos cavaleiros de Avis Mumio Monteiro, padroeiro da igreja de Valadares em Baião

Rui Monteiro (Filho), segundo Figueiras Gayo

É importante notar também que nem sempre a palavra “monteira” é proveniente de ocupação profissional, podendo assim muitas vezes este sobrenome ser adotado como uma referência à área de residência. O sobrenome popularizou-se sobremaneira e hoje existem em Portugal e no Brasil inúmeras famílias Monteiro com origens distintas e sem qualquer grau de parentesco. O apelido Monteiro é parte de sobrenomes compostos de muitas famílias brasileiras e portuguesas, e.g. Sousa Monteiro, Cunha Monteiro, etc. Também encontramos a forma “Montero” na Espanha, aonde além das origens já citadas há uma mais recente aonde o termo “montero” designaria o trabalho da pedra, podendo assim o sobrenome ser análogo a outros apelidos como Canteiro e Pedreiro.


BRASÃO DOS DA SILVA


A família Silva era uma das mais bem consideradas na península portuguesa. Somos descendentes dos reis de Leão: Dom Guterres Pais, governador da Terra de Maia e um homem bastante rico, que foi pai de Dom Peládio Guterres, governador de Alva. Dom Peládio, por sua vez, teve como seu primogênito Guterre Aldereta da Silva, que era o senhor da Torre da Silva, em Aldereta. Ele lutou junto com Dom Fernando I, rei de Castela, na tomada de Coimbra e, por isso, foi elevado a conselheiro do reino, alcaide-mór do castelo de Santa Eulália, senhor de Aldereta e do Porto da Figueira. O brasão aí ao lado foi concedido por decreto expresso do rei de Portugal.

Mas é importante salientar que nem todo da Silva tem essa origem cheia de pompas e paetês. Na época da escravidão no Brasil, os escravos costumavam assumir o sobrenome de seus senhores, o que justifica a enorme quantidade de Silvas de origens tão diversas que não poderiam vir todos dos reis de Leão.


Zelina e Antonio Monteiro da Silva

DEDICATÓRIA

À minha esposa querida companheira de muitas jornadas Zelina Monteiro

À minha filha Lara Tatiana.

A meus filhos: Junkimar, Jaque Péricles, Lukinei.

Aos meus netos – Daiane, Laura, Marcelo, Péricles Laiza, Lincon, Bruna, Eduardo, Gabriela,

Aos meus genros e noras: Marcos, Rosemari, Eliane e

Lara Tatiana Monteiro Berlatto Lukinei –Jaque Péricres - Junkimar

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

ÍNDICE

001 CRÔNICAS, LENAS EHISTÓRIAS


002 UMA SUPERTIÇÃO DIABÓLICA

003 A FÚRIA

004 QUEM FAZ O BEM RECEBE O DOBRO

005 MILAGRE OU CAUSALIDADE

006 O VIGILANTE

007 A MORTE DOS ANIMAIS

008 A RETIRADA DOS PORCOS

009 O AÇOUGUEIRO MAL INTENCIONADO

010 IVASÃO DE DOMICÍLIO

011 TRAGÉDIA DA BALSA NO RIO IGUAÇU

012 AS LUVAS DE BOXE DE S. JOÃO MARIA

013 MUITOS CAPÕES – VALE APENA LÊR

014 AS AVENTURAS DE UM MENINO

015 A HIGIENE NA CASA

016 A CASA E A FAMÍLIA

017 SAÚDE É O MAIOR PATRIMONIO

018 O DEZEJO DE DEUS NA SAÚDE

019 TUDO PELO SOCIAL

020 O DIA DA FUGA

021 NO LIMITE DA VIDA

022 UM GRANDE GOLPE

023 ISSO ACONTECEU COMIGO

024 POLARIZAÇÃO CONDUZ AO GOLPE

025 DE FILHO PARA PAI

026 UM SONHO QUE SE PARTIU

027 UMA HISTÓRIA DE AMOR

028 PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU

029 O NASCIMENTO DE UMA PRINCESA

030 AS LEMBRANÇAS DO PASSADO

031 UM SINAL QUE DEIXOU MARCAS

032 A FORÇA DA FÉ

033 VIDA DESMANTELADA

034 A MAIS BELA IDADE

035 ENTRE LÁGRIMAS E SANGUE

036 A HISTORIA DE UM BABEIRO

037 AS MAÕS DE DEUS

038 CORRENDO ATRAZ DO VENTO

039 MOTIVOS PARA SER ELEGANTE

040 ECLESIÁTICO

041 FALANDO COM A SERINGUEIRA

042 CIDADE PERDID C. CANTO DO BRASIL

043 EXEMPLO JÁ VIVIDO E ALCANÇADO

044 UMA IMAGEM MISTERIOSA

045 PRESTAÇÃO DE CONTA DE UM EX VEREADO

046 ESTAR VIVO OU SERÁ QUE MORREU

047 AS LEMBRANÇAS DO VELHO TONICO

048 HOMANAGEM AS FAMILIAS POLONESAS

049 HOMENAGEM A FAMÍLIA - BRASÃO

050 AS MAIS FACINANTES HISTORIAS







domingo, 20 de fevereiro de 2011

Uma imagem misteriosa

Um dia, o Floriano um grande amigo meu, sentindo a depressão atrapalhar o seu convívio pessoal, familiar e social candidatou-se a gerenciar uma casa que de propriedade da Prefeitura de Quedas do Iguaçu construída em uma praia no Litoral paranaense. Tão logo fez a inscrição foi chamado pelo prefeito para tratar de sua ida ao trabalho. Floriano arrumou as malas deixou todos os seus familiares após um acordo e assumiu a gerencia daquela casa de hospedagem a beira mar. Floriano levou consigo todos os medicamentos indicado pelo médico. Floriano estava gostando de seu novo trabalho, só que a maldita depressão não queria sair de suas costas, Dia estava bom, outro dia um pouco melhor e às vezes parecia que estava agravando cada vez mais, com tudo que tomava religiosamente os medicamentos. Quando chegavam as caravanas de pessoas da cidade de Quedas do Iguaçu, a se hospedar temporariamente na casa, Floriano até que se sentia bem, mas quando todos partiam, voltava a tristeza, ele sentia muito medo de estar sozinho, tinha momentos que ele enxergava algo que não existia, visagem como diz os supersticiosos, ilusões criada em sua mente doentia provocada pela depressão, todos sabemos, quem sofre desta doença depressiva, a mente fica mesmo confusa até mesmo vê coisa que não existe. Certo dia o sol ainda brilhava refletindo feixe de luz sobre as água do oceano Atlântico, Floriano resolveu colocar uma bermuda e uma camiseta, coisa que ele não fazia a tempo, normalmente usava calça comprida e camisa social, costume de muito tempo, devido o seu trabalho era comum se vestir assim. Floriano após trocar de roupa se dirigiu a um corredor que dava acesso a outra repartição da casa, onde dava para avistar a beleza do mar. Ao se aproximar do corredor se deparou com um homem segundo as suas próprias palavras, mal encarado vestia uma bermuda e uma camiseta, este homem não tinha uma aparência boa parecia que estava bravo desmostração de seu mau humor se revelava em seus traços bem acentuados na sua face. Este homem de aparência duvidosa parou em sua frente, olhando fixo em seus olhos, por mais que Floriano falava com ele este cidadão não respondia se manterá em silêncio, o que mais amedrontava o Floriano era que parecia que este senhor estava gozando ou brincando com ele, todos os movimentos que o Floriano fazia ele também fazia. Floriano tremia de medo, ele ali naquele casarão sozinho sem uma arma, no segundo andar do prédio e longe de vizinhos, pensou em gritar, pedir socorro, mas nem para isso tinha força. Floriano após vários minutos naquela situação temerosa resolveu tomar uma atitude porem arriscadas, mas era a única saída que ele achou possível, ele não agüentava mais aquela situação. Antes de tomar aquela atitude fez mais uma tentativa para ver se amenizava aquela situação.
Ele falou muito amigavelmente com o desconhecido, mas não teve resposta. Floriano rio e acenou para aquela pessoa estranha que fazia a mesma coisa, exatamente da mesma maneira. Então Floriano pensou: vou me aproximar mais perto dele. Pode ser que ele seja surdo e por isso não me escuta, o mal encarado senhor de bermuda fez o mesmo gesto se aproximou também, Floriano ficou pensando naquele estranho comportamento. Floriano pensou consigo mesmo este velho esta gosando de minha cara, repete tudo o que eu faço. Floriano chegou ao seu limite, se irritou movido por uma forte depressão, fechou as mãos e se preparou para dar-lhe um soco na cara daquele intruso, Floriano observou que aquele homem também estava pronto para lhe atacar. Floriano olhou para um lado como que não queria nada direcionou um forte soco na sua direção focado na altura do queixo, com o intuito de derrubar aquela pessoa com um forte soco lhe tirando o sentido, com esta atitude dava tempo para correr ou amarrar o indivíduo até a polícia chegar. Floriano juntou todas as energias e mandou um forte soco, foi caco de vidro por todos os lados daquela sala, sinal de sangue vertia em sua mão e como isso não chegasse uma fratura no punho da mão direita devido a violência da força. O que Floriano viu foi a sua própria imagem refletida em um grande espelho que havia na parede do corredor da casa. Confuso pela depressão, e com o efeito dos medicamentos que ingeriu a poucos estantes confundiu sua memória fez dessa tamanha confusão que chegou a confundi o irreal para o real. Diante deste fato ele procurou tomar mais atenção nestas ilusões provocada pelo cérebro. Após ter levado este acontecimento a um psicólogo, orientado pelo profissional tudo se normalizou complementando com algumas seções de terapia, dali para frente nunca mais se repetiu esta confusão mesmo porque foi a única de ótica e de ilusões provocada pelo cérebro, fato até certo ponto cômico se não fosse trágico.
Historiador Antonio Monteiro
QUEDAS DO IGUAÇU 19 DE FEVEREIRO 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

UMA HISTÓRIA REAL E COMOVENTE...! NUNCA DESISTA DE UM SONHO.

HISTÓRIA - PEQUENO PARAISO NA TERRA

Conheci o sentimento da paixão no alto dos meus vinte e um anos, Zelinda a garota que me apaixonei, na época tinha dezoito anos, éramos colega de profissão, trabalhavas-mos em um grande hospital exercíamos a profissão de enfermeiros prático, aprendemos a profissão lidando com os pacientes sobre a orientação do médico e das enfermeiras estas com conhecimentos comprovados.
Após termos trabalhado juntos durante muitos anos, movido pela paixão, resolvemos nos casar, sem enxoval, nada de casa para morar, e sem emprego definido, e para completar sem economia, ou seja, dinheiro no bolso apenas uns trocados restante dos acertos trabalhista
Só Deus sabe o quanto sofremos até estabilizar-mo no trabalho. Antes de nos unir pelo matrimônio civil e religioso, prometi para o meu amor que eu ia dar tudo de mim para fazê-la feliz e dar a ela uma casa parecida com ela, linda confortável, cherosa, sem defeito e que fosse parecido com o Jardim do Éder, ou seja, o jardim que Deus construiu para o primeiro casal de seres humano, Adão e Eva, conversa de adolescentes entusiasmado, não sabe como fazer para agradar sua parceira, movido pela emoçao promete algo até mesmo impossível, e esta foi mais uma das promessa impossível de ser comprida.
O tempo foi passando, vieram os filhos, e o desejo de dar a minha esposa melhor conforto não saia de minha mente, estava difícil de cumprir, sim estava impossível, mas a esperança eu tinha, apesar da grande dificuldade.
Quando a paixão invade o coração da gente os sonhos são normais, faz parte de uma grande declaração de amor, e comigo não foi diferente. Alguns deles até mesmo impossível de se realizar.
Com o salário que ganhávamos-mos seria impossível de realizar o meu sonho mas a esperança nunca me faltou, compramos um lote em longas e suaves prestações, e aos poucochinhos fomos construindo a nossa casa.
Os anos corriam e junto o entusiasmo de um dia realizar o nosso sonho que parecia estar muito a frente de nossas possibilidades. Quando percebemos já havia passado quarenta e cinco anos, me recordo muito bem dos passos a passo de nossa trajetória rumo a casa própria. Nós pagávamos-mos aluguel, dinheiro que nós podíamos economizar se tivéssemos a nossa própria casa. Quando terminamos de pagar o lote, começamos a construir uma meia água de 6.00 x 3.00( Seis metros por três) dezoito metros quadrado. Na cidade onde morávamos tinha várias serrarias, uma delas próxima de nossa casa, cada mês economisáva-mos o suficiente na comprar de material para a construção de nossa casa. Com três meses de economia compremos nove cepos, com mais quatro meses compramos os barrotes, com mais seis meses fechamos com tábuas as paredes, e com uma lona cobrimos a meia água e fomos morar nela. Sem ter que pagar mais o aluguel, nos deu condições de adquirir mais material e conseqüentemente melhorar com mais rapidez o término de nossa casa. Eu e Zelinda tivemos uma vida difícil sempre vivendo com dificuldade econômica, porem não nos lamentávamos por isso, o importante era a nossa convivência, o amor e o contentamento pelo pouco que possuímos e alegrávamos todas as vezes que colocávamos um sarrafo em nosso modesto lar, era motivo de alegria, fruto de nosso trabalho. Sentíamos felizes e admirávamos as melhorias feitas em nossa casa, A Deus louvamos o que recebia. As nossas orações sempre foram de agradecimento pelo alcançado, o Universo sempre apóia tudo o que falamos, escrevemos ou pensamos a nosso respeito e isso acabará manifestando-se na nossa vida como realidade. Enquanto afirmamos que tudo vai mal, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo da uma empurradinha, uma reforçada em nosso pensamento.
E assim o tempo passava cada mês era uma melhora em nosso modesto lar, só que muito longe da casa dos nossos sonhos, casa que havia prometido para a Zelinda. O tempo passava, a cidade aumentava conseqüentemente as propriedades valorizavam. Quando eu completei 35 anos de trabalho eu me aposentei, e a Zelinda também. Em um determinado dia agente parou para pensar, e lembrar do passado, comentei com a Zelinda que nós íamos morrer sem poder realizar o nosso sonho, em morar em uma casa bonita como eu havia lhe prometido, uma jura de amor,conversa de quem esta apaixonado. Zelinda carinhosamente me falou que a nossa casa é simples, mas tem o cheiro de uma casa sofisticada, e o que vale é o nosso amor, criamos todos os nossos filhos nela, nos protegeu das intempéries as vezes até mesma violenta, nem por isso se rompeu as estruturas frágeis, suportando e dando guarida e proteção a nossa família. Agradeci a Zelinda pela sua compreensão beijado suas mãos e ela correspondeu beijando-me no rosto, só não foi na boca porque estávamos jantando.
Se bem me lembro era em um sábado, depois de termos conversado o suficiente sobre os nossos quatro filhos, todos morando longe e que graças a Deus todos trabalhando e com saúde, resolvemos passear em uma localidade perto de nossa cidade 18 kilômetros distante, um lugar muito lindo onde foi construído uma vila somente de casa de luxo de alto padrão, terreno grande jardim florido e grama abundante, cercada com árvores belas com seus galhos enfeitadas com passarinhos de toda espécies, um pedaço do paraíso, cada vez que nós passavas-mo por este condomínio ficávamos admirado de ver tanta beleza e tranqüilidade, sonho de muita gente de morar em uma casa igual a que os nossos olhos avistava, mas nos restava somente olhar, admirar e nada mais. Um dia cheguei a dizer para a Zelinda, se o paraíso fosse igual a este lugar de Salto Osório, e nos merecêssemos a morar nele, já estava de bom tamanho. Quando nós trafegávamos-mos pelas ruas de Salto Osório, eu vi um senhor lavando um carro na garagem em uma desta luxuosa casa, e a minha curiosidade era tanto que resolvi perguntar-lhe o valor de uma casa destas, o Senhor Alexandre este era o seu nome, educadamente antes de dizer o valor me convidou em conhecer a casa por dentro, após ter apresentado sua esposa Katia e seu filho Conrrado, por sinal uma linda família. encabulado eu aceitei o seu convite, só assim eu completava a minha curiosidade de conhecer a casa por dentro e por fora, perguntei ao Alexandre se eu podia convidar a minha esposa que se encontrava no outro lado da rua, queri repartir com ela a oportunidade de penetrar no recinto da quela luxuosa casa, ele o proprietário prontamente disse que sim. A Zelinda meio encabulada não queria entrar, isto porque não estava bem vestida isto foi o que ela comentou, mas com a minha existência aceitou e entramos naquela linda casa, cada peça que entrávamos os nossos olhos brilhava, tudo era como agente gostaria de morar, mas em outra encarnação se caso exista. Ao nos despedir agradecendo a sua cordialidade. Alexandre antes de partirmos comentou que devido os trabalhos dele e de sua esposa pretendiam morar na cidade, uma troca de casa para eles seria importante, foi ai que eu disse para o Alexandre se eu tivesse uma casa melhor eu até faria uma proposta, Alexandre perguntou onde era a nossa casa, prontamente lhe forneci o endereço, e no espaço de 24 horas recebi a visita dos casal querendo olhar a nossa modesta e acanhada casa equiparando com a luxuosa moradia do casal Alexandre a comparação era muito desigual. Após termos conduzido o casal em todas as repartições da casa e averiguado o terreno em toda a sua dimensão, nos reunimos na sombra de uma árvore frutifica no fundo do terreno, onde o Senhor Alexandre me propôs uma volta de 50.000.00 (cinqüenta mil reais). No mesmo espaço de tempo sem usar vírgula ou pontuações, respeitosamente a eles transmiti a inviabilidade de voltar tamanha quantia, para nós era muito dinheiro, com toda a minha sinceridade lhe respondi, quisera eu ter este dinheiro, voltaria com todo o gosto, pois a sua casa é realmente a casa que eu sempre sonhei em oferecer a minha esposa e terminar os dias que nos resta confortavelmente acomodados, infelizmente não podemos concluir a tramitação do negócio sinto muito. Eu não levei como decepção porque seria impossível a conclusão do negócio devido as dividas por poções.
Alexandre e sua esposa se despediram e foram embora, e nós eu e Zelinda ficamos nos lamentando de não ter o dinheiro para dar de volta. Era a casa do sonho não só de nós, mas de muita gente amantes da natureza. No próximo dia recebemos a visita novamente do casal Alexandre que veio para fechar o negócio da troca de mano. Eu não estava acreditando no que estava ouvindo. Hoje moramos na casa de nosso sonho a casa do jeitinho que sonhei em um dia dar a Zelinda. Esperamos e pedimos para Deus que eles sejam felizes assim como fomos em nossa humilde porem sagrada casinha. Obrigado Deus por tudo valeu, com a sua ajuda recuperamos por baixo uns dez anos de vida, sem contar o que nos resta, é um bom tempo para desfrutar deste pequeno Paraíso
Quero deixar uma linda mensagem que me acompanha há muito tempo, não sei quem escreveu, só posso adiantar que achei entre meio de meus rascunhosengavetado entre folhas já amarelada pelo tempo, valeu para mim e muito, espero
que possa servir também para alguém como esperança e fé.
Rocha Um homem estava dormindo a noite no interior quando, de repente, sua casa encheu de luz e o Senhor apareceu. O Senhor disse ao homem que ele tinha um trabalho para ele e mostrou uma rocha enorme na frente da sua casa. O Senhor explicou que o homem deveria empurrar a rocha com toda sua força.
Isso o home começou a fazer, dia após dia. Por meses o homem se esforçou do amanhecer até o por do sol, seus ombros empurrando a superfície da rocha enorme e fria, mas a rocha não mudava.
Cada noite o homem retornava a sua casa, cansado, músculos doendo e sentindo derrotado porque não havia conseguido mudar a grande rocha. Vendo que o homem estava mostrando sinais de desistir, O Maligno começou a colocar pensamentos negativos na cabeça dele. De repente o homem se achou pensando "Você está tentando ha muitos meses mudar essa rocha e nunca conseguiu nada. Para que você está se desgastando? Isso aí não dará resultado nenhum."
Mais tarde o homem começou a duvidar assim "Será que Deus queria que eu continuasse esse tempo todo? Ele só disse para eu empurrar a rocha, ele não disse por quanto tempo. Já faz alguns anos que estou empurrando, talvez eu possa desistir agora. Pelo menos, eu não preciso empurrar o dia todo e com tanta força. Eu posso me dedicar uma parte do dia a este trabalho e passar o resto fazendo outras coisas."
Ele decidiu fazer isso mesmo, mas depois ele chegou a pensar que seria bom orar ao Senhor sobre o caso.
"Senhor," ele falou, "eu trabalhei duro e por muito tempo no serviço que o Senhor me deu. Eu dei toda minha força para conseguir o que o Senhor quis. Mas, depois desse tempo todo ainda não consegui mudar aquela rocha nenhum centímetro. O que está errado? Por que eu estou sendo derrotado?"
O Senhor respondeu com compaixão. "Meu amigo, quando eu lhe pedi para me servir e você aceitou, eu lhe disse que sua tarefa era de empurrar aquela rocha com toda sua força, o que você fez até agora. Em nenhum momento eu disse que eu esperava que você mudasse a rocha. Sua tarefa era de empurrar. E agora você chega para mim pensando que você fracassou. Mas, será que foi assim, mesmo?"
"Olhe para você mesmo," disse o Senhor. "Seus braços estão fortes e musculosos. A musculatura das suas costas agora é bem desenvolvida e vigorosa. Suas pernas estão duras e robustas, suas mãos firmes. Enfrentando a resistência você cresceu muito e agora suas habilidades ultrapassaram em muito que você era antes.
Mas, você ainda não mudou a rocha. Porém, sua tarefa não era de mudar a rocha e sim de ser obediente e empurrar com toda sua força. Isso você fez, e fez bem. Ao contrário de ser um fracasso você foi bem sucedido e venceu. Eu apenas queria que você exercitasse sua fé e confiasse na minha sabedoria. Isso você fez. "Eu, meu filho, agora vou mudar a rocha."
Às vezes quando ouvimos uma palavra de Deus queremos usar nosso próprio raciocínio para decidir o que Ele quer, quando, o que Deus realmente quer é apenas uma simples obediência e fé nele. Com certeza, devemos ter a fé que pode mover montanhas, mas lembrar ainda que quem de fato move as montanhas é Deus. Leia com bastante atenção esta mensagem, valeu e vale ainda para mim, e poderá valer para você também, só espero que esteja aplicando já a muito tempo este conceito. Um abraço e muitas felicidades de seu amigo Antonio e Zelinda Monteiro.
PRESTE MUITA ATENÇÃO NESTE RECADO, E APLIQUE EM SUA VIDA!
Quando alguém lhe der um galho de espinhos, ao invés de se zangar e jogá-lo fora, plante-o no jardim de sua vida e cultive com muito carinho.
Porém, quando nascerem às rosas, não se esqueça de mandar uma para esse alguém, afinal, foi ele quem lhe mandou a muda...
Quando alguém lhe der ponta-pé, ao invés de ficar com raiva e revidar o golpe, de um sorriso a esse alguém e lembre-se de que você ficou um passo à frente na caminhada da vida...
Quando alguém lhe cuspir no rosto, não queira fazer da vingança a sua resposta, porém lembre-se de que um pouco de água e sabão lhe deixarão a face mais limpa que antes enquanto quem lhe cuspiu desperdiçou um pouco de saliva, o que atuaria beneficamente em sua digestão...
Quando, por fim, disserem todo o mal de você, buscando tirar a sua paz, pare... respire fundo... conte mentalmente até três... e distribua um enorme sorriso, consciente de que fez todo o esforço que lhe foi possível para, com sua ação na caminhada, fazer o mundo melhor...
Afinal, quanto mais ganharia a humanidade se, ao invés de ódios, distribuísse sorrisos?
Author desconhecido: Esta mensagem foi presente de minha mãe que faleceu com noventa anos, lúcida de memória, presente que ganhei de aniversário no dia 25 de Novembro
Autor desconhecido
Historiador: Antonio Monteiro Da Silva

domingo, 6 de fevereiro de 2011

HOMENAGEM A UM GRANDEHOMEM

No dia 15 de abril faleceu em Cascavel aos 85 anos, vítima de falência múltipla de órgãos, Mariano Siejka. Mariano era um dos fundadores e presidente por três gestões da Sociedade Polonesa. Um GRANDE incentivador da cultura, com o seu violino faziam brotar lágrimas nos olhos dos jovens e dos mais idosos, onde ele estava também ao seu lado não faltava o seu companheiro inseparável o seu violino companheiro predileto, instrumento musical de sua alma. Era um grande violinista. Todos os seus amigos e parentes sentiram muito a sua morte. Quedas do Iguaçu não só perdeu um amigo, como também um grande e desbravador pioneiro, ficamos realmente empobrecidos com a falta dele, apesar de sua idade mesmo assim nunca deixou de participar dos assuntos da sociedade polonesa, com a sua vasta experiência incentiva tudo o que fosse de interesse do município e da cultura, dando a idéias maravilhosas para o bem da sociedade e da nossa cultura. Com esta grande perca, abriu-se uma lacuna muito grande, pois, temos certeza que esta perda fica insubstituível. (Mariano Siejka foi um guerreiro, desbravador. Natural de São Luis Gonzaga, do Rio Grande do Sul, cheou em Quedas do Iguaçu, no ano de 1941 aonde criou sua família e marcou com muita honra o seu território dando um grande exemplo de bondade, honestidade e honradez. Foi vereador, presidente da câmara, fundador e presidente do Sindicato Patronal dos Trabalhadores Rural, ajudou a construir Quedas do Iguaçu. Na política foi atuante, honesto e leal com seus companheiros. Ao onde seu Mariano estiver, estará torcendo pelo bem estar de sua gente e de sua terra Mariano Siejka estará sempre olhando e torcendo por nós aqui na terra para continuar a construir na terra que ele tanto amou. Conte conosco amigo vamos continuar a realizar os seus sonhos que tanto e sempre almejou.
Antonio Monteiro da silva
1

HOMENAGEM A UM GRANDE PIONEIRO

O GRANDE PROFESSOR JOÃO SOBCZAK

João Sobczak, professor aposentado, residente e domiciliado em Quedas do Iguaçu, estado do Paraná, nasceu no dia 08 de fevereiro de 1921em Gaurama município de Erexim, estado do Rio Grande do Sul, casado com a Sra. Gabriela Soczak.
iniciou os seus primeiros estudos primários na Escola Particular denominada “Alto Caçador”, situada no distrito de Barro e a 7 Km distante da residência de seus pais, sendo o seu 1º professor naquela época o Sr. Boleslau Zamecki (já falecido). Em 1929 passou a freqüentar a escola sob a denominação “JUVENTUDE”, localizada na Linha 4ª seção Barro e que distava a 4 km da residência dos seus pais. O professor regente naquela escola foi o Sr. Vitoldo Milkiewicz (já falecido), com esse professor concluíu a 2ª série primária. No ano de 1930 foi designada para a Escola da Juventude a professora Sra. Leocádia Lipniarski Samojeden (também já falecida) e a qual lecionou por muitos anos e era nomeada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com essa professora João Sobczak estudou até o ano de 1933, onde concluiu a 5ª série e por dois anos fui auxiliar de classe da mesma. Posteriormente no ano de 1934 passou para freqüentar aulas no grupo escolar do Distrito de Barro, hoje cidade de GAURAMA, onde o professor titular foi o Sr. Boleslau Wencelewski (já falecido) era estrangeiro vindo da Polônia, professor competente e o qual me confiaram como seu auxiliar para dar aulas aos alunos da 1ª e 2ª série que eram em média de 30 a 35 alunos, porém sempre sob a vigilância do mesmo foi seu auxiliar por 03 anos e a tarde continuava os seus estudos.
No ano de 1936 com apenas 15 anos de idade foi convidado por uma comunidade para exercer o cargo de professor, a princípio hesitou e tive receio em assumir a responsabilidade, pois jovem ainda não tinha muita coragem, mas, consultou aos seus ex-professores se poderia ocupar o cargo no magistério, obtive dos mesmos a resposta positiva que muito me animou, assim dei início aceitando o convite formulado. No dia 10 de março do ano de 1936 foi apresentado ao Sr. Prefeito Municipal de Erexim e esse marcou então para o dia 15 do mesmo mês para que fosse submetido ao exame de suficiência para poder assumir o cargo. Feitas as provas nas quais alcançou excelente nota de aprovação imediatamente foi nomeado para exercer o cargo em uma escola localizada no distrito de Vila Áurea, município de Erexim, ai lecionou dois anos, depois pediu transferência para o distrito de Marcelino Ramos, onde lecionou por mais dois anos e finalmente voltou para o distrito de Barro, em Gaurama onde passou a lecionar por cinco anos em dois períodos pela manhã na escola “Juventude” e a tarde em “Alto Caçador”, escolas essas das quais fui aluno e depois professor por um período de 5 anos. Em 1938 quis ingressar voluntariamente nas fileiras do exército, mas, devido à oposição dos meus pais deixei de ingressar e continuei no magistério porque minha vocação era sempre a de educar para o que tive muito amor e carinho.
Aos 06 dias do mês de março de 1943 com a idade de 22 anos contraiu enlace matrimonial com a jovem Gabriela Regmunt com 19 anos, filha de Estanislau e Jadwiga Regmunt .
No mês de fevereiro de 1945, João Sobczak resolveu com sua esposa de se mudar de residência e, ao analisar onde poderia ser o lugar de melhor futuro escolheu o Estado do Paraná, começando por Virmond, Laranjeiras do Sul e finalmente fixamos definitivamente em Campo Novo – hoje Quedas do Iguaçu. No dia 15 de fevereiro de 1945 embarcou na estação de Barro no trem com destino à Ponta Grossa, essa viagem durou cerca de 30 horas. Chegou a Ponta Grossa ai permaneceram por três dias que devido ao mau tempo não podiam seguir viagem para frente, no 4º dia seguimos de ônibus até Prudentópulis ai param por mais dois dias não tendo condições de prosseguir viagem. Para continuar a viagem até Guarapuava tiveram que contratar um carroceiro que lhes conduziram levando dois dias de Prudentópulis a Guarapuava ai permaneceram por mais dois dias seguindo depois de ônibus para Laranjeiras, partiram as 07:00 horas de Guarapuava para chegar as 16:00 horas em Virmond onde param, ali residia o seu irmão mais velho da família de sua esposa. Chegando à residência do mesmo precisou descansar por alguns dias para depois dar início a procura de emprego, pois ele era totalmente desconhecido no lugar e não foi fácil para João Sobczak conseguir arrumar serviço.
De Virmond dirigiu para Laranjeiras, quando naquele tempo foi a Capital Federal do Território Federal do Iguaçu – extinto posteriormente. Chegando a essa capital se apresentou no Palácio do Governo e encontrou o funcionário Sr. Eugênio Sganzerla que respondia pela parte da educação e que era conhecido dele em Gaurama – Rs., o mesmo deu-lhe a resposta que o quadro do magistério já havia sido lotado e que precisaria aguardar nova oportunidade para poder abrir novas vagas. Assim o professor João foi obrigado a procurar outro ramo de vida e emprego. Sem ter nenhum pistolão que pudesse algo de lhe ajudar e, depois de muito vira e mexe, começou a trabalhar como moleiro em um moinho próximo a cidade, depois mais em uma obra de construção de uma marcenaria, posteriormente novamente no moleiro, circuleiro em uma serraria e finalmente como capataz em uma fazendola a 10 km distante da cidade e que mais cuidava dessa direção foi a minha esposa e eu trabalhava em dias alternados em um escritório na cidade, e, assim foram levando a vida até que um dia alcançaram o êxito desejado.
Em 1946 foi extinto o Território Federal do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, assim como toda a região voltou a permanecer ao Estado do Paraná.
Campo Novo antiga colônia “JAGODA” distante a 80 Km de Laranjeiras do Sul só havia estrada velha e muito mal conservada, não tinha professores e os moradores de Jagoda era muitos conhecidos do professor João ainda dos tempos do Rio Grande do Sul, souberam de que o professor João se encontrava residindo em Laranjeiras, vieram a sua procura para que ele viesse a essa Vila e assumir o cargo de professor. Depois de muita insistência e os apelos dos mesmos, professor João pediu que fossem pedir ao Sr. Prefeito de Laranjeiras do Sul que naquela época respondia interinamente o Sr. Antonio Silvério de Araújo (já falecido) para que o mesmo nomeasse o Sr. João Sobczak para essa localidade como professor. O Sr. Prefeito ciente do pedido formulado convidou o professor João que comparecesse a Prefeitura para tratar do assunto, apresentou ao mesmo e como ele não possuía o Diploma de Professor Normalista, foi preciso ser submetido ao “Exame de Suficiência” para poder ser admitido ao magistério. O Senhor Prefeito pessoa que era muito gentil e bondosa, requereu a Secretaria de Educação e Cultura de Curitiba para que nomeasse uma banca examinadora para que fosse submetido a prova de exame. Dentro de 06 dias a Secretaria da Educação nomeava uma banca composta de 05 professoras, sendo 02 vindas de Curitiba e 03 do Grupo Escolar de Laranjeiras do Sul. Submetido ao exame por três dias o professor João teve a felicidade de atingir a média excelente e ótima alcançando o grau de 9,6. A banda examinadora expediu-me o certificado de habilitação, achando-me competente e o encaminhou ao Sr. Prefeito para apreciação e devida decisão. Depois do Sr. Prefeito ter analisado achou absolutamente competente, encaminhou os resultados para a Secretaria da Educação e Cultura, pedindo a mesmo que na medida do possível fosse concedido a admissão do professor no quadro de professores estaduais e, enquanto isso o Sr. Prefeito conferiu uma nomeação provisória expedida pela Prefeitura de Laranjeiras do Sul até que fosse solucionada a situação pela Secretaria da Educação e Cultura, e, deveria dar início as aulas em fevereiro de 1947.
A Secretaria da Educação analisando os resultados alcançados no exame de suficiência e achando que seria competente a admissão para o magistério estadual, assim que no dia 1º de março de 1947 expediu a Portaria de n.º 2.729/47 a qual admitia o professor pelo estado para reger a Escola Isolada de Campo Novo no município de Laranjeiras do Sul, a referida portaria foi assinada pelo então Secretário de Educação Dr. Pedroso e a mesma foram sancionados pelo Exmo. Senhor Governador do Estado Moisés Lupion em 20 de dezembro de 1947 com vigência de 1º/03/47. O Senhor Prefeito foi cientificado da nomeação do professor João e mandou que desse início as aulas no dia 15 de março de 1947.
Tendo já autorizado pelo Senhor Prefeito de Laranjeiras do Sul, para dirigir a Campo Novo e dar início a abertura das aulas. Em meados de Fevereiro de 1947 o professor mudou-se para Campo Novo, veio para cá com a carroça do Sr. Francisco Rozentalski e a viagem demorou dois dias devido as péssimas condições em que se encontrava a estrada que dava acesso a Campo Novo. Professor chegou aqui no dia 18 de Fevereiro e a casa onde o professor João com a sua família deveria ocupar para residência era de propriedade da antiga Cia. Agrícola e Industrial do Iguaçu e era ocupada por um funcionário da mesma em que demorou em desocupá-la por mais de três meses, e assim ficamos encostados residindo com a família do falecido Francisco Rozentalski, até posterior ocupação da cada para nós destinada.
Quando os moradores souberam de que o professor João Sobczak já se encontrava em Campo Novo comparecera para cumprimentar-lhe e dar boas vindas e desejando sucesso no magistério e pedindo que os pedidos que faziam fossem para que aqui permanecesse por muitos anos e que com a graça de Deus segundo as suas palavras, permaneci dando aulas por longo período de tempo durante 31 anos do meio desta comunidade.
O prédio para funcionamento da escola era de propriedade da Cia. Agrícola e Industrial do Iguaçu e apesar de ser amplo, porém tudo em péssimas condições, não existia nenhuma janela envidraçada, paredes todas de madeira serrada bruta sem pinturas, o mobiliário existente dentro também era todo da referida Companhia, as carteiras em média de 35, todas feitas de tábuas maciças e pesadas e as quais acomodavam entre 3 a 4 alunos cada, o quadro de giz era grande também feito de tábuas maciças, mesa do professor tudo em péssimo estado de conservação o que foi preciso muito trabalho para reorganizar. Do material didático nada existia a não ser um livro de matrícula e assim o professor João tive que enfrentar por alguns anos até que em 1952 o Governo do Estado construiu uma casa própria para a escola localizada ao lado da Igreja Matriz com duas salas de aula e no meio um pavilhão para recreio em cada sala acomodava-se cerca de 40 a 45 alunos, mas até o ano de 1958 não tinha mais professores e era o professor João sozinho que dava as aulas.
A primeira matrícula em 1947 no mês de fevereiro atingiu a média de 100 alunos divididos em 4º séries e ficaram sem matrícula aproximadamente mais uns 40 alunos por falta de espaço na escola e falta de professor. Para poder atender os alunos matriculados tive que dar aulas em vez de 4 horas diárias, dava 6 horas sem receber recompensa alguma a mais pois, era impossível atender toda turma nas 4 horas, porém ele fazia tudo isso com o maior carinho e amor.
Quando no primeiro dia de aula, no dia 1º de março de 1947 reuniam-se no pátio todos os alunos recebiam-se com sorrisos e o professor João ao cumprimentá-los pedia aos mesmos que o que esperavam aqui, então os mesmos aos gritos respondiam queremos professor para estudar, essa foi a maior alegria do professor João. Muitos dos alunos vinham acompanhados de seus pais que os traziam pela 1ª vez a escola e também muitos em média de mais ou menos 25% não sabiam falar o português, que a começo tornou-se bastante trabalhosa para poder acostumá-los até que apreendessem a falar o português, o professor João não teve muita dificuldade nesta parte porque descendo de polonês e falo o polonês, isso tudo ajudou o sábio mestre a ensiná-los o idioma nacional, os pais dos alunos davam todo o apoio e pediam se um de seus filhos por ventura viesse a praticar alguma desordem ou não cumprissem com os deveres poderiam ser repreendido, eles queriam que seus filhos estudassem.
Os primeiros anos foram de muitas lutas e dificuldades, não existia material didático para o bom andamento das aulas era preciso tocar o barco com o pouco que tinha e nem da Inspetoria de Laranjeiras do Sul nada se conseguia, pois lá também estava vazio. Para dirigir-se até Laranjeiras eram precisos gastar entre quatro a cinco dias se o tempo ajudava, pois somente o lombo a cavalo ou de carroça é que o professor João e seus colegas poderiam viajar, outro meio de locomoção nada existia e a cada 60 dias o professor era obrigado a apresentar-se na Inspetoria para preencher as formalidades do andamento da escola. O material didático onde se podia conseguir era a cidade mais próxima de Guarapuava ou Ponta Grossa, onde aos poucos os comerciantes daqui se dirigiam e na medida do possível conseguiam comprá-los para depois vender aos alunos, durante os 5 primeiros anos, nunca houve menos de 80 a 90 alunos sempre divididos em quatro séries. No ano de 1952 foram criadas as primeiras escolas no interior, como a Iguaçu I, Fazendinha, Linha Norte, Lajeado Bonito, Tapuí, Barra do Mato Queimado, Nova Itália e outras, assim diminui a freqüência dos alunos do interior, mas em compensação aumentava o número aqui na sede. Em 1958 foram nomeados para lecionarem os professores: Vitório Potulski e Lúcio Domanski, este mais tarde desistindo, mais com a criação da Casa Escolar de Campo Novo em 1960, vieram mais professores (as) como a Sra. Ana Ribeiro Jansen, Hilda Maria Badotti, Valério Piasecki, Nadir Sokolowicz e Marta Ubialli, foi obrigado a dividir o pavilhão existente formando mais uma sala de aula e passou a dar aulas em três períodos. O professor João Sobczak além de ser professor regente de classe foi nomeado pelo Inspetoria Regional de Ensino para responder pela Direção da Casa Escolar a qual exerceu até o ano de 1972 quando foi criado o Grupo Escolar TIRADENTES e passou então a direção para a Irmã Ana Klidzio e o professor João voltou como regente de classe dando aula para a 4ª série.
Ainda a princípio quando em 1947 assumiu a escola isolada de Campo Novo, sabia apenas de que foi admitido como professor Estadual, mas, não tinha recebido a sua portaria de nomeação e não sabiam quais eram os seus vencimentos, ficou assim por treze meses trabalhando sem saber o que ganhava e quando receberia o pagamento e quando se dirigiu a Laranjeiras do Sul, a informação que recebeu era que tivesse paciência que dentro de poucos dias seria tudo normalizado, mas os meses foram passando e nada. Para poder sobreviver o professor João Sobczak dava aulas noturnas 3 vezes por semana para 20 jovens que pagava Cr$ 10,00 por mês dando uma média de Cr$ 200,00 ao mês isso muito lhe ajudava.
Em outubro de 1947 foi eleito o 1º Prefeito de Laranjeiras do Sul, Sr. Alcindo Natel de Camargo, fiz reclamação ao mesmo o que respondeu que tivesse mais um pouco de paciência que quando em fevereiro de 1948 assumiria a Prefeitura iria a Curitiba e lá imediatamente desenrolaria o caso O Sr. Alcindo em fins de fevereiro de 1948 dirigiu-se a Curitiba e lá foi verificar o caso, onde para surpresa encontrou a portaria do professor João engavetada que solicitou por que razão não havia sido encaminhada para ele a resposta que obteve é que a Inspetoria de Laranjeiras nada havia pedido e por essa razão pensavam que o professor Joãoe não lecionava. De imediato o Sr. Alcindo retirou a portaria e imediatamente enviou ao professor e mandou que providenciasse todos os boletins mensais desde o início da aula de que fossem liberados os pagamentos atrasados. Feito isso dentro de 15 dias o professor recebeu todo o pagamento em atraso. O prefeito Alcindo Camargo que não mediu seus sacrifícios para normalizar a situação do caro professor João e de tantos outros que se encontravam nas mesmas condições.
O professor João Sobczak exerceu o cargo de magistério aqui em Quedas do Iguaçu, ex-Campo Novo durante 31 anos consecutivos. Até que finalmente no dia 13 de maio de 1977 pela resolução n.º 3573/77 do Decreto n.º 132, foi concedida a aposentadoria integral por tempo de serviço, visto ter sido computado mais 9 anos de serviços prestados ao magistério no município de Erexim no Estado do Rio Grande do Sul, o que totalizou 40 anos de serviço prestados no magistério. Apesar de sua idade avançada o professor João mostra em seu semblante a satisfação da realização de seu grande sonho de cumprir com sua missão vocacional que sempre dedicou com todo o amor e carinho no preparo dos frutos jovens para o bem da nossa querida Pátria Brasileira, e que muitos dos seus ex-alunos hoje já desempenham altos postos a nível administrativo, outros educacional, profissão liberal, etc., do que muito me orgulha em saber que esses jovens souberam aproveitar os primeiros conselhos do Professor João ministrados nos primeiros anos de seus estudos, ao falar o professor se enche de alegria e emoção.
Lamenta o nobre professor, no entanto quando hoje vejo professores (as) queixarem-se de que existem alunos que não cumprem com os seus deveres e que desobedecem e ainda os pais dão razão aos alunos seus filhos achando que os mestres é que são culpados quando precisam ensinar seus alunos para o bem e se esses forem chamados a atenção (o culpado é o professor (a) e não o aluno). Com toda sinceridade o professor o professor enfatiza afirmando que durante os seus longos anos de professor teve a felicidade de contar sempre com alunos obedientes e dedicados ao estudo e dos pais sempre tiveram o total apoio. Não compreende o professor que possa ser atribuído hoje essa lamentável falha. Comenta o professor que Gostaria se pudesse ser útil neste particular em poder ajudar algo, mas, creio que os conselhos que daria as crianças seriam totalmente inúteis, visto que as normas educacionais mudaram muito das anteriores e que devem ser obedecidas hoje de acordo com os novos currículos escolares.
O professor João Sobczak teve a felicidade de durante os seus 31 anos exercidos aqui em Quedas do Iguaçu, jamais sofrer repreensão alguma assim como também ser advertido pelos órgãos educacionais aos quais foi subordinado. Receberam, sim, muitos elogios de seus superiores pelo cumprimento dos seus deveres educacionais o que deixou muito feliz por tais atos.
Casado em 06 de março de 1943 com a jovem Gabriela Regmunt, deste matrimônio fomos agraciados com a graça de DEUS com três filhos, sendo: A 1ª filha de nome “Melane”, nascida aos 30 de novembro de 1943 em Barro, hoje Gaurama – RS. (Já casada). Em junho de 1949 nasceu o 2º filho que foi batizado com o nome de “Luiz” e o qual teve poucos meses de vida chegando a falecer em janeiro de 1950 aos sete meses de idade. Em 11 de maio de 1953 nasceu a 3º filha de nome “Clotilde” essa solteira. Luiz e Clotilde nasceram em Campo Novo, hoje Quedas do Iguaçu.
A filha Melanie é casada com o professor Vitório J. Potulski, esse enlace realizou-se no dia 17 de julho de 1965 aqui em Quedas do Iguaçu, deste matrimônio são agraciados com a Graça de DEUS com seis filhos de nomes: Antonio, Apolônia, Ângelo, Zélia, Marcos e Marília.
Trabalhamos com comércio de Livraria e Papelaria desde a data de 02 de janeiro de 1968 cuja razão social gira em nome de Gabriela Sobczak, e sob a minha gerencia. Trabalhamos todos unidos, genro e netos
Historiador: Antonio Monteiro da Silva.
Matéria fornecida pelo sempre lembrado Pedro alzides Giraldi


















HOMENAGEM A UM GRANDEHOMEM

No dia 15 de abril faleceu em Cascavel aos 85 anos, vítima de falência múltipla de órgãos, Mariano Siejka. Mariano era um dos fundadores e presidente por três gestões da Sociedade Polonesa. Um GRANDE incentivador da cultura, com o seu violino faziam brotar lágrimas nos olhos dos jovens e dos mais idosos, onde ele estava também ao seu lado não faltava o seu companheiro inseparável o seu violino companheiro predileto, instrumento musical de sua alma. Era um grande violinista. Todos os seus amigos e parentes sentiram muito a sua morte. Quedas do Iguaçu não só perdeu um amigo, como também um grande e desbravador pioneiro, ficamos realmente empobrecidos com a falta dele, apesar de sua idade mesmo assim nunca deixou de participar dos assuntos da sociedade polonesa, com a sua vasta experiência incentiva tudo o que fosse de interesse do município e da cultura, dando a idéias maravilhosas para o bem da sociedade e da nossa cultura. Com esta grande perca, abriu-se uma lacuna muito grande, pois, temos certeza que esta perda fica insubstituível. (Mariano Siejka foi um guerreiro, desbravador. Natural de São Luis Gonzaga, do Rio Grande do Sul, cheou em Quedas do Iguaçu, no ano de 1941 aonde criou sua família e marcou com muita honra o seu território dando um grande exemplo de bondade, honestidade e honradez. Foi vereador, presidente da câmara, fundador e presidente do Sindicato Patronal dos Trabalhadores Rural, ajudou a construir Quedas do Iguaçu. Na política foi atuante, honesto e leal com seus companheiros. Ao onde seu Mariano estiver, estará torcendo pelo bem estar de sua gente e de sua terra Mariano Siejka estará sempre olhando e torcendo por nós aqui na terra para continuar a construir na terra que ele tanto amou. Conte conosco amigo vamos continuar a realizar os seus sonhos que tanto e sempre almejou.
Antonio Monteiro da silva
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DE PROFESSOR JOÃO SOBCZAK

João Sobczak, professor aposentado, residente e domiciliado em Quedas do Iguaçu, estado do Paraná, nasceu no dia 08 de fevereiro de 1921em Gaurama município de Erexim, estado do Rio Grande do Sul, casado com a Sra. Gabriela Soczak.
iniciou os seus primeiros estudos primários na Escola Particular denominada “Alto Caçador”, situada no distrito de Barro e a 7 Km distante da residência de seus pais, sendo o seu 1º professor naquela época o Sr. Boleslau Zamecki (já falecido). Em 1929 passou a freqüentar a escola sob a denominação “JUVENTUDE”, localizada na Linha 4ª seção Barro e que distava a 4 km da residência dos seus pais. O professor regente naquela escola foi o Sr. Vitoldo Milkiewicz (já falecido), com esse professor concluíu a 2ª série primária. No ano de 1930 foi designada para a Escola da Juventude a professora Sra. Leocádia Lipniarski Samojeden (também já falecida) e a qual lecionou por muitos anos e era nomeada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com essa professora João Sobczak estudou até o ano de 1933, onde concluiu a 5ª série e por dois anos fui auxiliar de classe da mesma. Posteriormente no ano de 1934 passou para freqüentar aulas no grupo escolar do Distrito de Barro, hoje cidade de GAURAMA, onde o professor titular foi o Sr. Boleslau Wencelewski (já falecido) era estrangeiro vindo da Polônia, professor competente e o qual me confiaram como seu auxiliar para dar aulas aos alunos da 1ª e 2ª série que eram em média de 30 a 35 alunos, porém sempre sob a vigilância do mesmo foi seu auxiliar por 03 anos e a tarde continuava os seus estudos.
No ano de 1936 com apenas 15 anos de idade foi convidado por uma comunidade para exercer o cargo de professor, a princípio hesitou e tive receio em assumir a responsabilidade, pois jovem ainda não tinha muita coragem, mas, consultou aos seus ex-professores se poderia ocupar o cargo no magistério, obtive dos mesmos a resposta positiva que muito me animou, assim dei início aceitando o convite formulado. No dia 10 de março do ano de 1936 foi apresentado ao Sr. Prefeito Municipal de Erexim e esse marcou então para o dia 15 do mesmo mês para que fosse submetido ao exame de suficiência para poder assumir o cargo. Feitas as provas nas quais alcançou excelente nota de aprovação imediatamente foi nomeado para exercer o cargo em uma escola localizada no distrito de Vila Áurea, município de Erexim, ai lecionou dois anos, depois pediu transferência para o distrito de Marcelino Ramos, onde lecionou por mais dois anos e finalmente voltou para o distrito de Barro, em Gaurama onde passou a lecionar por cinco anos em dois períodos pela manhã na escola “Juventude” e a tarde em “Alto Caçador”, escolas essas das quais fui aluno e depois professor por um período de 5 anos. Em 1938 quis ingressar voluntariamente nas fileiras do exército, mas, devido à oposição dos meus pais deixei de ingressar e continuei no magistério porque minha vocação era sempre a de educar para o que tive muito amor e carinho.
Aos 06 dias do mês de março de 1943 com a idade de 22 anos contraiu enlace matrimonial com a jovem Gabriela Regmunt com 19 anos, filha de Estanislau e Jadwiga Regmunt .
No mês de fevereiro de 1945, João Sobczak resolveu com sua esposa de se mudar de residência e, ao analisar onde poderia ser o lugar de melhor futuro escolheu o Estado do Paraná, começando por Virmond, Laranjeiras do Sul e finalmente fixamos definitivamente em Campo Novo – hoje Quedas do Iguaçu. No dia 15 de fevereiro de 1945 embarcou na estação de Barro no trem com destino à Ponta Grossa, essa viagem durou cerca de 30 horas. Chegou a Ponta Grossa ai permaneceram por três dias que devido ao mau tempo não podiam seguir viagem para frente, no 4º dia seguimos de ônibus até Prudentópulis ai param por mais dois dias não tendo condições de prosseguir viagem. Para continuar a viagem até Guarapuava tiveram que contratar um carroceiro que lhes conduziram levando dois dias de Prudentópulis a Guarapuava ai permaneceram por mais dois dias seguindo depois de ônibus para Laranjeiras, partiram as 07:00 horas de Guarapuava para chegar as 16:00 horas em Virmond onde param, ali residia o seu irmão mais velho da família de sua esposa. Chegando à residência do mesmo precisou descansar por alguns dias para depois dar início a procura de emprego, pois ele era totalmente desconhecido no lugar e não foi fácil para João Sobczak conseguir arrumar serviço.
De Virmond dirigiu para Laranjeiras, quando naquele tempo foi a Capital Federal do Território Federal do Iguaçu – extinto posteriormente. Chegando a essa capital se apresentou no Palácio do Governo e encontrou o funcionário Sr. Eugênio Sganzerla que respondia pela parte da educação e que era conhecido dele em Gaurama – Rs., o mesmo deu-lhe a resposta que o quadro do magistério já havia sido lotado e que precisaria aguardar nova oportunidade para poder abrir novas vagas. Assim o professor João foi obrigado a procurar outro ramo de vida e emprego. Sem ter nenhum pistolão que pudesse algo de lhe ajudar e, depois de muito vira e mexe, começou a trabalhar como moleiro em um moinho próximo a cidade, depois mais em uma obra de construção de uma marcenaria, posteriormente novamente no moleiro, circuleiro em uma serraria e finalmente como capataz em uma fazendola a 10 km distante da cidade e que mais cuidava dessa direção foi a minha esposa e eu trabalhava em dias alternados em um escritório na cidade, e, assim foram levando a vida até que um dia alcançaram o êxito desejado.
Em 1946 foi extinto o Território Federal do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, assim como toda a região voltou a permanecer ao Estado do Paraná.
Campo Novo antiga colônia “JAGODA” distante a 80 Km de Laranjeiras do Sul só havia estrada velha e muito mal conservada, não tinha professores e os moradores de Jagoda era muitos conhecidos do professor João ainda dos tempos do Rio Grande do Sul, souberam de que o professor João se encontrava residindo em Laranjeiras, vieram a sua procura para que ele viesse a essa Vila e assumir o cargo de professor. Depois de muita insistência e os apelos dos mesmos, professor João pediu que fossem pedir ao Sr. Prefeito de Laranjeiras do Sul que naquela época respondia interinamente o Sr. Antonio Silvério de Araújo (já falecido) para que o mesmo nomeasse o Sr. João Sobczak para essa localidade como professor. O Sr. Prefeito ciente do pedido formulado convidou o professor João que comparecesse a Prefeitura para tratar do assunto, apresentou ao mesmo e como ele não possuía o Diploma de Professor Normalista, foi preciso ser submetido ao “Exame de Suficiência” para poder ser admitido ao magistério. O Senhor Prefeito pessoa que era muito gentil e bondosa, requereu a Secretaria de Educação e Cultura de Curitiba para que nomeasse uma banca examinadora para que fosse submetido a prova de exame. Dentro de 06 dias a Secretaria da Educação nomeava uma banca composta de 05 professoras, sendo 02 vindas de Curitiba e 03 do Grupo Escolar de Laranjeiras do Sul. Submetido ao exame por três dias o professor João teve a felicidade de atingir a média excelente e ótima alcançando o grau de 9,6. A banda examinadora expediu-me o certificado de habilitação, achando-me competente e o encaminhou ao Sr. Prefeito para apreciação e devida decisão. Depois do Sr. Prefeito ter analisado achou absolutamente competente, encaminhou os resultados para a Secretaria da Educação e Cultura, pedindo a mesmo que na medida do possível fosse concedido a admissão do professor no quadro de professores estaduais e, enquanto isso o Sr. Prefeito conferiu uma nomeação provisória expedida pela Prefeitura de Laranjeiras do Sul até que fosse solucionada a situação pela Secretaria da Educação e Cultura, e, deveria dar início as aulas em fevereiro de 1947.
A Secretaria da Educação analisando os resultados alcançados no exame de suficiência e achando que seria competente a admissão para o magistério estadual, assim que no dia 1º de março de 1947 expediu a Portaria de n.º 2.729/47 a qual admitia o professor pelo estado para reger a Escola Isolada de Campo Novo no município de Laranjeiras do Sul, a referida portaria foi assinada pelo então Secretário de Educação Dr. Pedroso e a mesma foram sancionados pelo Exmo. Senhor Governador do Estado Moisés Lupion em 20 de dezembro de 1947 com vigência de 1º/03/47. O Senhor Prefeito foi cientificado da nomeação do professor João e mandou que desse início as aulas no dia 15 de março de 1947.
Tendo já autorizado pelo Senhor Prefeito de Laranjeiras do Sul, para dirigir a Campo Novo e dar início a abertura das aulas. Em meados de Fevereiro de 1947 o professor mudou-se para Campo Novo, veio para cá com a carroça do Sr. Francisco Rozentalski e a viagem demorou dois dias devido as péssimas condições em que se encontrava a estrada que dava acesso a Campo Novo. Professor chegou aqui no dia 18 de Fevereiro e a casa onde o professor João com a sua família deveria ocupar para residência era de propriedade da antiga Cia. Agrícola e Industrial do Iguaçu e era ocupada por um funcionário da mesma em que demorou em desocupá-la por mais de três meses, e assim ficamos encostados residindo com a família do falecido Francisco Rozentalski, até posterior ocupação da cada para nós destinada.
Quando os moradores souberam de que o professor João Sobczak já se encontrava em Campo Novo comparecera para cumprimentar-lhe e dar boas vindas e desejando sucesso no magistério e pedindo que os pedidos que faziam fossem para que aqui permanecesse por muitos anos e que com a graça de Deus segundo as suas palavras, permaneci dando aulas por longo período de tempo durante 31 anos do meio desta comunidade.
O prédio para funcionamento da escola era de propriedade da Cia. Agrícola e Industrial do Iguaçu e apesar de ser amplo, porém tudo em péssimas condições, não existia nenhuma janela envidraçada, paredes todas de madeira serrada bruta sem pinturas, o mobiliário existente dentro também era todo da referida Companhia, as carteiras em média de 35, todas feitas de tábuas maciças e pesadas e as quais acomodavam entre 3 a 4 alunos cada, o quadro de giz era grande também feito de tábuas maciças, mesa do professor tudo em péssimo estado de conservação o que foi preciso muito trabalho para reorganizar. Do material didático nada existia a não ser um livro de matrícula e assim o professor João tive que enfrentar por alguns anos até que em 1952 o Governo do Estado construiu uma casa própria para a escola localizada ao lado da Igreja Matriz com duas salas de aula e no meio um pavilhão para recreio em cada sala acomodava-se cerca de 40 a 45 alunos, mas até o ano de 1958 não tinha mais professores e era o professor João sozinho que dava as aulas.
A primeira matrícula em 1947 no mês de fevereiro atingiu a média de 100 alunos divididos em 4º séries e ficaram sem matrícula aproximadamente mais uns 40 alunos por falta de espaço na escola e falta de professor. Para poder atender os alunos matriculados tive que dar aulas em vez de 4 horas diárias, dava 6 horas sem receber recompensa alguma a mais pois, era impossível atender toda turma nas 4 horas, porém ele fazia tudo isso com o maior carinho e amor.
Quando no primeiro dia de aula, no dia 1º de março de 1947 reuniam-se no pátio todos os alunos recebiam-se com sorrisos e o professor João ao cumprimentá-los pedia aos mesmos que o que esperavam aqui, então os mesmos aos gritos respondiam queremos professor para estudar, essa foi a maior alegria do professor João. Muitos dos alunos vinham acompanhados de seus pais que os traziam pela 1ª vez a escola e também muitos em média de mais ou menos 25% não sabiam falar o português, que a começo tornou-se bastante trabalhosa para poder acostumá-los até que apreendessem a falar o português, o professor João não teve muita dificuldade nesta parte porque descendo de polonês e falo o polonês, isso tudo ajudou o sábio mestre a ensiná-los o idioma nacional, os pais dos alunos davam todo o apoio e pediam se um de seus filhos por ventura viesse a praticar alguma desordem ou não cumprissem com os deveres poderiam ser repreendido, eles queriam que seus filhos estudassem.
Os primeiros anos foram de muitas lutas e dificuldades, não existia material didático para o bom andamento das aulas era preciso tocar o barco com o pouco que tinha e nem da Inspetoria de Laranjeiras do Sul nada se conseguia, pois lá também estava vazio. Para dirigir-se até Laranjeiras eram precisos gastar entre quatro a cinco dias se o tempo ajudava, pois somente o lombo a cavalo ou de carroça é que o professor João e seus colegas poderiam viajar, outro meio de locomoção nada existia e a cada 60 dias o professor era obrigado a apresentar-se na Inspetoria para preencher as formalidades do andamento da escola. O material didático onde se podia conseguir era a cidade mais próxima de Guarapuava ou Ponta Grossa, onde aos poucos os comerciantes daqui se dirigiam e na medida do possível conseguiam comprá-los para depois vender aos alunos, durante os 5 primeiros anos, nunca houve menos de 80 a 90 alunos sempre divididos em quatro séries. No ano de 1952 foram criadas as primeiras escolas no interior, como a Iguaçu I, Fazendinha, Linha Norte, Lajeado Bonito, Tapuí, Barra do Mato Queimado, Nova Itália e outras, assim diminui a freqüência dos alunos do interior, mas em compensação aumentava o número aqui na sede. Em 1958 foram nomeados para lecionarem os professores: Vitório Potulski e Lúcio Domanski, este mais tarde desistindo, mais com a criação da Casa Escolar de Campo Novo em 1960, vieram mais professores (as) como a Sra. Ana Ribeiro Jansen, Hilda Maria Badotti, Valério Piasecki, Nadir Sokolowicz e Marta Ubialli, foi obrigado a dividir o pavilhão existente formando mais uma sala de aula e passou a dar aulas em três períodos. O professor João Sobczak além de ser professor regente de classe foi nomeado pelo Inspetoria Regional de Ensino para responder pela Direção da Casa Escolar a qual exerceu até o ano de 1972 quando foi criado o Grupo Escolar TIRADENTES e passou então a direção para a Irmã Ana Klidzio e o professor João voltou como regente de classe dando aula para a 4ª série.
Ainda a princípio quando em 1947 assumiu a escola isolada de Campo Novo, sabia apenas de que foi admitido como professor Estadual, mas, não tinha recebido a sua portaria de nomeação e não sabiam quais eram os seus vencimentos, ficou assim por treze meses trabalhando sem saber o que ganhava e quando receberia o pagamento e quando se dirigiu a Laranjeiras do Sul, a informação que recebeu era que tivesse paciência que dentro de poucos dias seria tudo normalizado, mas os meses foram passando e nada. Para poder sobreviver o professor João Sobczak dava aulas noturnas 3 vezes por semana para 20 jovens que pagava Cr$ 10,00 por mês dando uma média de Cr$ 200,00 ao mês isso muito lhe ajudava.
Em outubro de 1947 foi eleito o 1º Prefeito de Laranjeiras do Sul, Sr. Alcindo Natel de Camargo, fiz reclamação ao mesmo o que respondeu que tivesse mais um pouco de paciência que quando em fevereiro de 1948 assumiria a Prefeitura iria a Curitiba e lá imediatamente desenrolaria o caso O Sr. Alcindo em fins de fevereiro de 1948 dirigiu-se a Curitiba e lá foi verificar o caso, onde para surpresa encontrou a portaria do professor João engavetada que solicitou por que razão não havia sido encaminhada para ele a resposta que obteve é que a Inspetoria de Laranjeiras nada havia pedido e por essa razão pensavam que o professor Joãoe não lecionava. De imediato o Sr. Alcindo retirou a portaria e imediatamente enviou ao professor e mandou que providenciasse todos os boletins mensais desde o início da aula de que fossem liberados os pagamentos atrasados. Feito isso dentro de 15 dias o professor recebeu todo o pagamento em atraso. O prefeito Alcindo Camargo que não mediu seus sacrifícios para normalizar a situação do caro professor João e de tantos outros que se encontravam nas mesmas condições.
O professor João Sobczak exerceu o cargo de magistério aqui em Quedas do Iguaçu, ex-Campo Novo durante 31 anos consecutivos. Até que finalmente no dia 13 de maio de 1977 pela resolução n.º 3573/77 do Decreto n.º 132, foi concedida a aposentadoria integral por tempo de serviço, visto ter sido computado mais 9 anos de serviços prestados ao magistério no município de Erexim no Estado do Rio Grande do Sul, o que totalizou 40 anos de serviço prestados no magistério. Apesar de sua idade avançada o professor João mostra em seu semblante a satisfação da realização de seu grande sonho de cumprir com sua missão vocacional que sempre dedicou com todo o amor e carinho no preparo dos frutos jovens para o bem da nossa querida Pátria Brasileira, e que muitos dos seus ex-alunos hoje já desempenham altos postos a nível administrativo, outros educacional, profissão liberal, etc., do que muito me orgulha em saber que esses jovens souberam aproveitar os primeiros conselhos do Professor João ministrados nos primeiros anos de seus estudos, ao falar o professor se enche de alegria e emoção.
Lamenta o nobre professor, no entanto quando hoje vejo professores (as) queixarem-se de que existem alunos que não cumprem com os seus deveres e que desobedecem e ainda os pais dão razão aos alunos seus filhos achando que os mestres é que são culpados quando precisam ensinar seus alunos para o bem e se esses forem chamados a atenção (o culpado é o professor (a) e não o aluno). Com toda sinceridade o professor o professor enfatiza afirmando que durante os seus longos anos de professor teve a felicidade de contar sempre com alunos obedientes e dedicados ao estudo e dos pais sempre tiveram o total apoio. Não compreende o professor que possa ser atribuído hoje essa lamentável falha. Comenta o professor que Gostaria se pudesse ser útil neste particular em poder ajudar algo, mas, creio que os conselhos que daria as crianças seriam totalmente inúteis, visto que as normas educacionais mudaram muito das anteriores e que devem ser obedecidas hoje de acordo com os novos currículos escolares.
O professor João Sobczak teve a felicidade de durante os seus 31 anos exercidos aqui em Quedas do Iguaçu, jamais sofrer repreensão alguma assim como também ser advertido pelos órgãos educacionais aos quais foi subordinado. Receberam, sim, muitos elogios de seus superiores pelo cumprimento dos seus deveres educacionais o que deixou muito feliz por tais atos.
Casado em 06 de março de 1943 com a jovem Gabriela Regmunt, deste matrimônio fomos agraciados com a graça de DEUS com três filhos, sendo: A 1ª filha de nome “Melane”, nascida aos 30 de novembro de 1943 em Barro, hoje Gaurama – RS. (Já casada). Em junho de 1949 nasceu o 2º filho que foi batizado com o nome de “Luiz” e o qual teve poucos meses de vida chegando a falecer em janeiro de 1950 aos sete meses de idade. Em 11 de maio de 1953 nasceu a 3º filha de nome “Clotilde” essa solteira. Luiz e Clotilde nasceram em Campo Novo, hoje Quedas do Iguaçu.
A filha Melanie é casada com o professor Vitório J. Potulski, esse enlace realizou-se no dia 17 de julho de 1965 aqui em Quedas do Iguaçu, deste matrimônio são agraciados com a Graça de DEUS com seis filhos de nomes: Antonio, Apolônia, Ângelo, Zélia, Marcos e Marília.
Trabalhamos com comércio de Livraria e Papelaria desde a data de 02 de janeiro de 1968 cuja razão social gira em nome de Gabriela Sobczak, e sob a minha gerencia. Trabalhamos todos unidos, genro e netos
Historiador: Antonio Monteiro da Silva.
Matéria fornecida pelo sempre lembrado Pedro alzides Giraldi